Domingo, 25 de janeiro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, criticou hoje (10) a rejeição do governo golpista de Honduras de liberar a saída do presidente deposto Manuel Zelaya para o México. “É uma intransigência. Não é assim que se faz democracia e política, mas querer ensinar diplomacia e política a golpistas é muito difícil”, disse.

Para Amorim, a medida poderia contribuir para o diálogo e para a pacificação em Honduras. Ele acredita ainda que a tentativa de fazer com que Zelaya assine um documento pedindo asilo político é uma “forma de humilhação”.

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Zelaya havia pedido para deixar o país como “hóspede ilustre”, mas o governo interino só aceitou a saída caso ele pedisse asilo político a outro país, condição rejeitada pelo líder deposto. Com a decisão de negar o salvo-conduto, Zelaya permanece na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está hospedado desde o dia 21 de setembro.

Após participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, Amorim destacou que, até então, o governo brasileiro acreditava que havia uma negociação em andamento do governo golpista de Honduras e do governo mexicano.

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“O próprio governo do México deve ter ficado surpreso. Um governo que não tem legitimidade age sempre de maneira ilegítima”, disse, ao acrescentar que desconhece outros casos em que governos exigiram a assinatura de um documento antes da saída de um refugiado. “Isso não existe. Se querem considerar como asilo, podem considerar, mas exigência não existe. Nem quando houve a ditadura militar aqui no Brasil foi exigido que as pessoas assinassem um documento.”

Segundo o ministro, a decisão representa algo incompatível com o momento atual da América Latina. Ele classificou a rejeição do salvo-conduto de “truculenta”.

“Vamos ver o que acontece, mas não vamos ficar enxotando o presidente Zelaya da nossa embaixada. Demos proteção a ele, proteção que foi reconhecida pela OEA [Organização dos Estados Americanos] e pelo Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]”.

Amorim critica Honduras por recusar saída de Zelaya: "É uma humilhação"

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