A FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) sediará a mostra de filmes “Chile: 40 anos do golpe militar”, entre os dias 19 e 23 de agosto. O evento ocorrerá no anfiteatro do prédio de História.
Cada dia da mostra traz uma face diferente do golpe que, em 11 de setembro de 1973, depôs Salvador Allende e elevou o general Augusto Pinochet, que liderava o grupo com apoio financeiro e militar dos Estados Unidos, à condição de presidente.
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O Palácio de la Moneda, em Santiago, capital chilena, sendo bombardeado no dia do golpe que tirou Salvador Allende do poder
Na segunda-feira (19/08), o título é “A unidade popular e o golpe civil-militar”. Os filmes exibidos serão Venceremos, de Pedro Chaskel e Héctor Ríos, e A Batalha do Chile, parte II: O golpe de Estado, de Patricio Guzmán. A professora Maria Helena Rolim Capelato, da USP, fará a abertura.
No segundo dia da mostra (20), o evento se chamará “A repressão militar vista por estrangeiros”. O alemão ¡Compatriotas!, de Walter Heynowski e Gerhard Sheumann, o francês Septiembre chileno, de Bruno Muel, e o cubano El tigre saltó y mató, pero morirá… Morirá, de Santiago Álvarez, serão exibidos.

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Já a quarta-feira (21), tem como tema “Os Exílios”, que serão representados pelo filme Dialogos de exiliados, produzido na França por Raúl Ruiz. “Movimentos sociais sob a ditadura” serão o cerne do quarto dia de mostra, a quinta-feira (22), com o filme En nombre de Dios, de Patricio Guzmán.
Para fechar a exposição no dia 23, o filme escolhido foi Tony Manero, produzido no Brasil e no Chile por Pablo Larraín, representando o tema das “Memórias sobre o golpe civil-militar”.
Em todos os dias da mostra, organizada por Carolina Amaral de Aguiar, Ignacio del Valle Dávila e Alexsandro de Souza Silva, os filmes começarão a ser exibidos às 18h.