Israel proibiu temporariamente a entrada de trabalhadores palestinos em assentamentos israelenses na Cisjordânia. A medida, que entrou em vigor nesta terça-feira (19/01), se dá após dois ataques com facas de palestinos contra israelenses, um no assentamento de Tekoa e outro em Otniel.
Segundo o jornal Haaretz, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) disseram que a medida será implementada por tempo indefinido, mas que será revisada diariamente.
Agência Efe

Funeral de Dafna Meir, morta em decorrência de esfaqueamento em Otniel
Os dois casos de esfaqueamento se tratam de um adolescente palestino atacando uma mulher israelense moradora do assentamento. No domingo, a enfermeira Dafna Meir foi esfaqueada em frente à sua casa, em Otniel, e não resistiu aos ferimentos. Um jovem palestino de 16 anos foi preso na noite de segunda-feira como suspeito do ataque. Já no assentamento de Tekoa, na segunda de manhã a israelense Michal Froman foi esfaqueada enquanto comprava roupas em um brechó por um jovem palestino de 18 anos, preso logo após o ataque. Ela se recupera no hospital.

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O IDF disse que não se trata de um “castigo coletivo” contra os trabalhadores e que a medida é necessária para manter a ordem e supervisionar melhor os trabalhadores dentro dos assentamentos.
De acordo com o jornal Times of Israel, cerca de 20 mil palestinos são empregados por israelenses, legal ou ilegalmente, dentro da Cisjordânia, principalmente na construção civil, na indústria e na agricultura.
Quando o banimento do trabalhadores palestinos foi anunciado, na segunda-feira, um dos representantes das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, defendeu ser importante que os palestinos possam continuar trabalhando e se sustentando na região.
Israel e Palestina vivem uma nova onda de confrontos violentos desde outubro de 2015. De acordo com o site Al Jazeera, pelo menos 151 palestinos e 21 israelenses morreram até o momento em decorrência dos ataques.