Um dia após um atentado que matou ao menos 20 pessoas no centro de Bancoc, a polícia da Tailândia afirmou que nesta terça-feira (18/08) um homem lançou uma bomba perto de um complexo de transporte público na capital, mas o artefato caiu em um rio próximo, sem deixar vítimas.
EFE

Oficial da Marinha supervisiona local onde teve tentativa frustrada de explosão nesta terça
O incidente aconteceu na popular ponte Taksin sobre o rio Chao Phraya, que atravessa a cidade, e é frequentada tanto por cidadãos tailandeses, quanto por turistas estrangeiros.
Segundo mostram imagens de vídeo postadas internautas, a explosão do dispositivo gerou uma grande onda, assustando os transeuntes. De acordo com o jornal Bangcoc Post, esse artefato seria uma granada. Veja vídeo:
O episódio ocorre poucas horas após o que as autoridades tailandesas têm chamado de um dos piores atentados da história do país. Por volta das 19h locais (manhã de Brasília), dois ataques a bomba com motocicleta mataram ao menos 20 pessoas e feriram outras 120 em frente ao templo Erawan, em um movimentado cruzamento no centro da capital.
Nesta terça, a polícia tailandesa anunciou que o principal suspeito é um jovem asiático de camisa amarela que , segundo câmeras de segurança, entrou no templo com uma mochila, mas saiu de lá sem o volume, pouco antes das explosões. Segundo a polícia local, a bomba era de fabricação caseira e tinha três quilos de explosivos.

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De acordo com o general Udomdej Sitabutr, chefe do Exército Real e vice-ministro da Defesa, o ataque a bomba “não corresponde” com táticas usadas por insurgentes separatistas islâmicos do sul da Tailândia. “O tipo de bomba usada também não está em sintonia com o sul”, comentou.
Após o episódio, o primeiro-ministro tailandês, Prayuth Chan-Ocha, assegurou que a junta militar que comanda o país desde o golpe de maio de 2014 “fará de tudo para encontrar os responsáveis”. “É o pior incidente ocorrido na Tailândia. Não importa qual era a intenção deles, mas eles provocaram a perda de vidas inocentes”, declarou Chan-Ocha.
O atentado não foi reivindicado por nenhum grupo até o momento e, considerando os precedentes no país, é possível que ninguém reclame o ataque. Já para o vice-premiê e ministro da Defesa, Prawit Wongsuwan, ação teve o intuito de “destruir a economia e o turismo”.
Dois chineses, uma britânica e um filipino são as quatro vítimas mortais estrangeiras que figuravam na lista provisória de pessoas que morreram no atentado de ontem. Segundo fontes diplomáticas, a maioria dos feridos estrangeiros pelas explosões também é de nacionalidade chinesa.
A televisão estatal tailandesa destacou que fontes de segurança não descartam que o atentado se deva a “uma vingança por uma recente operação das autoridades”, em alusão ao envio forçado em julho de uma centena de muçulmanos uigures à China.