O enviado internacional da ONU (Organização das Nações Unidas) à Síria, Lakhdar Brahimi, está em Moscou para tentar reativar os esforços diplomáticos para resolver o conflito no país árabe. Brahimi se reuniu neste sábado (29/12) com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir uma proposta para pôr fim ao conflito.
O argelino foi para Moscou direto de Damasco, onde articulou um plano de paz com a oposição síria e representantes oficiais do país a partir do comunicado de Genebra. Ele, porém, acredita que precisa ser feitos ajustes no documento produzido pelo chamado Grupo de Ação, em junho. “Os mecanismos primários do acordo permanecem, mas temos que trabalhar duro. Conto com o apoio da Rússia.”
O enviado da ONU anunciou, ontem, que havia conseguido estabelecer um canal de negociações entre os dois lados do conflito, o que foi batizado pela imprensa internacional de “Mapa do Caminho”. A previsão é de implantação de um governo de transição até as eleições na Síria, marcadas para 2014.
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Na reunião, Brahimi esmiuçou todo o plano articulado em Damasco. O diplomata ouviu de Lavrov o apoio a uma proposta pacífica para pôr fim ao conflito na Síria. A iniciativa, como o enviado da ONU reiterou, precisará de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas e contará com observadores internacionais civis e militares representando países de uma lista previamente definida pela oposição e pelo governo sírio.
Lavrov analisou o atual quadro para a Síria. “A situação é muito complicada. O confronto se agrava a cada dia e cresce o número de vítimas civis. Mas estamos unidos na busca de uma solução política. Esta é a nossa responsabilidade compartilhada. Nós concordamos que a base dos nossos esforços deve ser a partir do documento produzido em Genebra.”
Outra questão levantada no encontro entre Lavrov e Brahimi foi a posição inflexível da Coalizão Nacional das Forças Revolucionárias e da Oposição Síria, que se recusa a negociar enquanto Bashar al-Assad estiver no poder. A Rússia fez um convite ao líder do grupo, Ahmed Moaz Khatib, para conversar sobre a situação, mas as autoridades russas ouviram a exigência de que a reunião aconteça em um país árabe.