Sexta-feira, 6 de março de 2026
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O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e seccionais do Amazonas e de Roraima informaram nesta sexta-feira (06/01) que vão acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Estado brasileiro, em decorrência dos massacres ocorridos em penitenciárias daqueles Estados nesta semana, quando ao menos 89 pessoas foram mortas em meio a rebeliões.

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Nesta sexta-feira, 33 presos foram assassinados na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (Pamc), em Boa Vista, a maior do Estado de Roraima. O massacre ocorreu pouco depois de 56 presos terem sido mortos durante rebelião que durou 17 horas, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, entre os dias 1º e 2 de janeiro.

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Divulgação/Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas

Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde 56 presos morreram durante rebelião entre 1 e 2 de janeiro

Para os governos do Amazonas e de Roraima, a guerra entre facções rivais foi a principal motivação para as mortes. O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nesta sexta que diversos fatores contribuíram para as tragédias.
 

Massacres em Manaus (AM) e Boa Vista (RR) são 'a demonstração mais clara, cabal e definitiva da total falência do Estado brasileiro na administração do sistema prisional', declarou Claudio Lamachia, presidente da OAB

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De acordo com o presidente da OAB, Claudio Lamachia, o Estado brasileiro perdeu o controle das prisões, que encontram-se na mão do crime organizado. Segundo Lamachia, o objetivo da atuação na Corte Interamericana é obrigar o Estado a tomar providência para garantir a aplicação das leis e o Estado Democrático de Direito.

“O que ocorreu no início desta semana, no Estado do Amazonas, e o que ocorreu ontem, no Estado de Roraima, é a demonstração mais clara, cabal e definitiva da total falência do Estado brasileiro na administração do sistema prisional”, afirmou Lamachia, em mensagem a jornalistas.

O Estado brasileiro já responde ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos por violações nas unidades prisionais do Rio Grande do Sul (Presídio Central de Porto Alegre), Rondônia (Urso Branco), Pernambuco (Aníbal Bruno) e Maranhão (Pedrinhas), além de São Paulo (Parque São Lucas).