Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Após o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos, chefes de Estado mundiais parabenizaram Donald Trump pela vitória e pediram a cooperação dos Estados Unidos na manutenção de suas relações. O magnata republicano foi eleito na madrugada desta quarta-feira (09/11), superando a candidata democrata Hillary Clinton.

Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou Trump em mensagem na qual também defendeu uma melhoria nas relações entre governos dos dois países.

“Putin desejou a Trump sucessos no cumprimento de sua alta responsabilidade à frente do Estado”, diz a nota, divulgada pelo Kremlin.

Mikhail Gorbachev, último presidente da extinta União Soviética, também disse acreditar na melhoria nas relações entre Moscou e Washington. Gorbachev manifestou seu convencimento de que Rússia e Estados Unidos devem entabular um “diálogo ao mais alto nível, em particular sobre os principais vetores da política internacional”.

Por sua vez, o presidente da Duma, ou Câmara dos Deputados da Rússia, Viacheslav Volodin, declarou que espera que possa ser estabelecido um “diálogo mais construtivo” com o novo presidente dos Estados Unidos.

Durante a campanha eleitoral, Trump defendeu o restabelecimento das relações entre os dois países, mas Putin admitiu que não será fácil restabelecer as degradadas relações com os Estados. “Entendemos e estamos cientes de que não será um caminho fácil, dada a degradação na qual, infelizmente, se encontram as relações entre EUA e Rússia”, disse o líder russo.

Agência Efe

Putin defendeu melhoria das relações entre Rússia e EUA

Putin pediu melhoria nas relações com Kremlin; Merkel ofereceu 'estreita colaboração' ao futuro presidente e Reino Unido promete seguir sendo aliado

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China

O governo chinês disse acreditar que poderá trabalhar com o novo governo dos Estados Unidos para manter “um desenvolvimento estável e equilibrado” das relações bilaterais e uma gestão “responsável” de possíveis problemas.

“Esperamos que o novo governo dos EUA possa trabalhar com a China” em uma cooperação “que beneficie os povos” de ambos os países, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang.

O presidente da China, Xi Jinping, felicitou Trump por sua vitória e mostrou sua disposição para trabalhar com o novo chefe de Estado norte-americano dentro do “respeito mútuo” e com um debate “construtivo” das diferenças.

Apesar das ameaças de Trump de suscitar uma guerra comercial com a China, Lu disse que confia que os dois países poderão tramitar “de forma responsável” possíveis disputas, e garantiu que a relação comercial bilateral “beneficiou a população americana”.

França

O presidente da França, François Hollande, afirmou que a vitória do republicano abre um “período de incerteza”, para o qual seu país deve se mostrar “mais forte do que nunca”.

Na primeira declaração pública após o triunfo de Trump, Hollande afirmou que é preciso abordar a nova etapa com lucidez. Hollande pediu que França e EUA encontrem respostas para superar os medos, mas também de respeito aos princípios fundadores dos dois países: a democracia e o modelo social.

Alemanha

Angela Merkel, chanceler da Alemanha, por sua vez, ofereceu “estreita colaboração” ao futuro presidente dos Estados Unidos com base dos valores compartilhados de democracia, liberdade e respeito ao próximo, lembrando que a relação transatlântica é um dos principais eixos da política externa de seu governo.

Merkel afirmou que, após uma campanha “especial e marcada por um confronto às vezes difícil de suportar”, não se pode esquecer que o resultado eleitoral tem um impacto além das fronteiras dos EUA, lembrando a responsabilidade internacional do país dada a força econômica e o potencial militar norte-americano.

Agência Efe



Angela Merkel destacou a importância e responsabilidade dos EUA devido a sua força econômica e militar

Reino Unido

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, também parabenizou Trump por sua vitória após uma “dura campanha” e assegurou que os dois países continuarão sendo “aliados fortes e próximos”.

“O Reino Unido e os EUA mantêm uma relação especial e duradoura, baseada nos valores da liberdade, da democracia e da iniciativa”, afirmou a líder conservadora em comunicado emitido por Downing Street, sua residência e escritório oficial, após a confirmação da vitória do candidato republicano.

Europa

O presidente do parlamento Europeu (PE), o socialista alemão Martin Schulz, afirmou que para a União Europeia (UE) “será difícil” trabalhar com o futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas pediu respeito ao voto democrático dos norte-americanos, em entrevista à emissora Europe 1.

Trump conseguiu “se transformar no porta-bandeira da angústia e do medo de milhões de americanos. Essas preocupações devem ser abordadas agora com políticas e propostas críveis”, acrescentou Schulz, que disse que a campanha não será lembrada como “a mais fina” dos Estados Unidos.

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia, Donald Tusk e Jean-Claude Joncker, defenderam o reforço da cooperação com os Estados Unidos. “A aliança estratégica entre a União Europeia e os Estados Unidos está enraizada em nossos valores comuns de liberdade, direitos humanos, democracia e a crença na economia de mercado”, declararam Tusk e Juncker em um comunicado conjunto.

Portugal

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou uma mensagem de felicitação a Donald Trump por sua vitória nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e desejou “sucesso no exercício de suas funções”.

Em nota publicada no site oficial do governo, o presidente ainda fez referência aos “laços de amizade que unem Portugal e Estados Unidos e a significativa comunidade de portugueses e descendentes que residem nos EUA”.

Espanha

O presidente espanhol, Mariano Rajoy, afirmou nas redes sociais que seguirá “trabalhando para reforçar a relação que nos une aos Estados Unidos”, considerdo pelo chefe de governo como um “aliado indispensável” ao país.

O líder do partido Podemos, Pablo Iglesias, declarou que “a democracia não pode ser escolher entre o ruim e o menos ruim” e que a vitória de Trump “revela o colapso dos sistemas políticos do mundo ocidental”. Iglesias também afirmou que Bernie Sanders, derrotado nas primárias do Partido Democrata, teria sido “o único que poderia ganhar de Trump” e “a única alternativa viável”.

Iraque

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al Abadi, felicitou Trump e pediu que o novo presidente eleito mantenha o respaldo a seu país na luta contra o terrorismo. “Pedimos que os Estados Unidos e o mundo apoiem o Iraque em sua luta contra o terrorismo, que não só ameaça a nosso país, mas também a todo o mundo”, ressaltou Al Abadi em comunicado.

Salim al Jabouri, presidente do parlamento iraquiano, destacou a luta contra o terrorismo, especialmente contra o grupo Estado Islâmico (EI), a fim de “garantir a segurança e a estabilidade da região e o mundo”.

Suécia, Dinamarca, Finlândia e Noruega

Líderes dos países nórdicos mostraram confiança de que manterão estreitas relações com os Estados e destacaram a importância dessa colaboração para garantir a segurança.

“A Suécia tem uma longa tradição de colaboração com os EUA, independentemente da cor do partido. O governo entrará em contato com a nova administração para proteger os interesses suecos e europeus, e promover a segurança e a estabilidade”, afirmou em comunicado o primeiro-ministro do país, Stefan Löfven, que não parabenizou o empresário pela vitória.

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, mostrou esperança de que o novo governo dos EUA mantenha a “parceria aberta e construtiva que caracterizou o país por muitos anos”. Ramussen ainda destacou a importância de um “EUA forte, à frente do mundo livre e que se baseie na democracia e no diálogo”.

Já o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, parabenizou Trump pela vitória e desejou “sorte e sabedoria” durante o exercício do cargo, um posto de “grande importância para todo o mundo”. Niinistö também expressou seu desejo de que os EUA mantenham seu compromisso com a segurança da Europa e, mais concretamente, com a região de Báltico.

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, também destacou o papel dos EUA na segurança, e defendeu que comunidade internacional precisa da liderança norte-americana. “Os EUA são importantes para a economia norueguesa, os postos de trabalho e a segurança do país”, disse Solberg.

(*) Com agências