Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O governo argelino baixou um decreto que considera as mulheres violentadas por terroristas como vítimas do terrorismo, e, portanto, aptas a receber uma indenização econômica, informou nesta quinta-feira (06/02) a agência oficial argelina APS.

Segundo o decreto executivo divulgado pela agência estatal e publicado no sábado passado, “é considerada igualmente como vítima de um ato terrorista toda mulher que tenha sofrido um estupro cometido por um terrorista ou um grupo de terroristas”

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Esta norma legal completa as disposições aprovadas em fevereiro de 1999, segundo as quais têm direito a indenização as pessoas que sejam vítimas de danos corporais ou materiais como consequência de atos terroristas ou de acidentes ocorridos no marco da luta antiterrorista.

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O decreto, assinado pelo primeiro-ministro, Abdelmalek Selal, também indica que as vítimas não “terão a obrigação de apresentar provas suplementares ao processo verbal estabelecido pelas forças de segurança”.

Em 1991, a agora ilegalizada Frente Islâmica de Salvação se impôs nas primeiras eleições legislativas plurais do país. No entanto, o processo eleitoral foi interrompido bruscamente pelo Exército, o que derivou em um sangrento conflito armado no qual morreram cerca de 200 mil pessoas.

Decreto do governo estende a vítimas sexuais reparação econômica garantida após atos terroristas

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