Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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* Atualizada às 12h18

A seis dias da eleição presidencial na Ucrânia, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira (19/05) o fim dos exercícios militares realizados na fronteira entre dois países, determinando que cerca de 40 mil oficiais russos retornem às suas bases permanentes. O secretário-geral da Otan (aliança militar ocidental), Anders Fogh Rasmussen, disse hoje que ainda “não há nenhuma evidência” da retirada das tropas.

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De acordo com documento emitido pelo Kremlin, serão afetadas as unidades de três regiões do oeste do país — Rostov, Belgorod e Bryansk. A justificativa dada por Putin foi de que as manobras militares previstas para esta época do ano já foram completas.

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Agência Efe

Militante armado pró-russo dispara em checkpoint na cidade de Slaviansk

A retirada do contingente militar pode ser interpretada como uma confirmação da mudança de tom de Moscou ao lidar com a crise na Ucrânia. Logo após os referendos em Donetsk e Lugansk — regiões separatistas do leste ucraniano que, inclusive, já pediram anexação formal à Rússia —, o Kremlin, embora tenha reconhecido os pleitos, afirmou que era necessário que os líderes independentistas se reunissem com as autoridades de Kiev para negociar a resolução da crise.

A mesma mudança ocorreu em relação às eleições presidenciais na Ucrânia, marcadas para o próximo domingo, dia 25. Após criticar a legitimidade do pleito — realizado em função da deposição do presidente pró-russo Viktor Yanukovich, em fevereiro —, Putin já considera as eleições um “passo na direção certa”.

Cerca de 40 mil militares deverão retornar às bases permanentes; Kremlin também quer que tropas de Kiev deixem sudeste do país

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Não é a primeira vez que Putin anuncia a retirada dos 40 mil militares. No início do mês, o mandatário já havia ordenado algo semelhante, mas as forças dos EUA e da Otan (aliança militar ocidental) afirmaram não haver evidências do cumprimento da promessa, ameaçando impor novas rodadas de sanções econômicas à Rússia. A manutenção do contingente militar russo em região tão próxima à fronteira com a Ucrânia era vista pelo Ocidente como uma possível preparação para anexar outros territórios ucranianos, a exemplo do processo ocorrido na península da Crimeia no mês de março.

“Operação de castigo”

No mesmo documento, a Rússia também pediu hoje que a Ucrânia ponha fim imediatamente à “operação de castigo” no sudeste do país, removendo seus oficiais da região. Moscou pediu também às autoridades ucranianas para “resolver os problemas mediante o diálogo pacífico”.

Agência Efe

Rússia quer que grupo internacional assuma as investigações sobre massacre de Odessa, que deixou 48 mortos

A situação na Ucrânia foi abordada em reunião do Conselho de Segurança da Rússia presidida por Putin, que viaja hoje em visita oficial à China.

Moscou ainda fez um apelo às Nações Unidas e à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação da Europa) para lançar uma investigação internacional que apure os eventos do massacre de Odessa, em que 48 pessoas morreram no início do mês.

“Nós perseguiremos uma investigação objetiva e imparcial, que só será possível se for feita internacionalmente”, disse Serguei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo, acrescentando que o país não confia nos esforços do parlamento ucraniano, em Kiev.

(*) Com informações da Agência Efe

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