Ao menos 31 pessoas morreram nesta quinta-feira (22/05) e outras 90 ficaram feridas após uma série de explosões em um mercado ao ar livre da cidade de Urumqi, capital da região autônoma e de maioria muçulmana de Xinjiang, no noroeste da China.
Efe (3.set.2006)
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Foto de arquivo de 3 de setembro de 2006 que moestra o mercado aberto de “Urumqi Baza', na cidade de Urumqi
Ocorrido às 7h50 locais (20h50 de Brasília da quarta-feira), o ataque foi caracterizado pelo Ministério de Segurança Pública da China como um “violento caso de terrorismo”. Já o chefe de segurança interna da China, Meng Jianzhu, garantiu que o país “destruirá a arrogância dos terroristas violentos”, de acordo com o jornal South China Morning Post.
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Segundo os testemunhos, dois veículos surpreenderam e atropelaram a multidão que estava no mercado, lançando vários explosivos no trajeto. Os dois automóveis em seguida se explodiram e foram posteriormente retirados pelas forças de segurança, informou a agência estatal Xinhua.
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Ontem, o primeiro-ministro chinês Xi Jinping declarou preocupação com a segurança no continente e a preocupante escalada do terrorismo no país. “Nós devemos ter tolerância zero com o terrorismo, separatismo e extremismo e devemos fortalecer a cooperação internacional e fortalecer a luta contra essas três forças”, afirmou.
Histórico terrorista
A região é conhecida por ser foco de atuação dos separatistas do grupo étnico muçulmano uigur, que já praticou ataques semelhantes nos últimos meses ao redor do país. Contrário ao governo chinês, o grupo, porém, não manifestou responsabilidade pelo ato até o momento e não há confirmação de outra organização que assumisse o atentado.
A tensão entre autoridades chinesas e os extremistas uigur têm sido frequentes. No mês passado, Urumqi também foi alvo de um ataque a uma estação de trem que causou a morte de três pessoas e feriu outras 79. Em março, houve outro atentado semelhante na estação ferroviária de Kunming, no sul da China, quando 33 pessoas morreram e mais de 140 ficaram feridas.
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Situada na fronteira com Afeganistão e Paquistão, a província de Xinjiang é povoada por várias etnias muçulmanas ligadas aos povos da Ásia Central. O grupo uigur – que reivindica a independência dessa região com o nome de “Turquestão Oriental” e critica a repressão do governo chinês à sua cultura e religião – estaria vinculado a grupos terroristas como a Al Qaeda, de acordo com Pequim.