Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
Compartilhe:

Pelo menos 23 pessoas morreram e 70 ficaram feridas em um ataque suicida realizado nesta terça-feira (29/12) nos arredores de uma repartição pública em Mardan, no noroeste do Paquistão.

A explosão aconteceu do lado de fora de um escritório da Autoridade Nacional de Base de Dados e Registros (NADRA, na sigla em inglês) do país, onde centenas de pessoas faziam fila para retirar carteiras de identidade e outros documentos.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Agência Efe

Entrada do escritório do NADRA em Mardan, no Paquistão, onde um homem-bomba deixou mais de 20 mortos

Segundo a polícia paquistanesa, um homem em uma motocicleta foi parado por guardas no portão de entrada da repartição, e neste momento detonou os mais de 12 quilos de explosivos que carregava.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

O grupo Jamat Ul Ahrar, que se separou do Talibã paquistanês em 2014, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, afirmando que o centro público era um alvo legítimo por ser parte do “infiel [não islâmico] Estado paquistanês”.

Explosão em repartição pública foi reivindicada por grupo Jamat Ul Ahrar, que se separou do Talibã paquistanês em 2014

NULL

NULL

“Se Deus quiser, nós vamos atingir todas as organizações paquistanesas que são direta ou indiretamente parte desta guerra”, afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz do grupo, em comunicado.

O Jamat Ul Ahrar é responsável pela morte de mais de 50 civis em novembro de 2014 durante um ataque similar ao desta terça-feira no meio de uma multidão que assistia uma parada militar em Wagah, na fronteira entre o Paquistão e a Índia, além de ter reivindicado a autoria do assassinato do ministro de Punjab, a província mais populosa do país, em agosto deste ano.

O Paquistão tem combatido grupos armados desde 2004, em um conflito que já causou a morte de dezenas de milhares de civis e de forças de segurança do país. A violência diminui ao longo de 2015 devido a uma ofensiva militar por parte do governo paquistanês contra tais grupos após o ataque do Talibã a uma escola na cidade de Peshawar em dezembro de 2014, que deixou mais de 150 pessoas, a maioria crianças que estudavam na escola, mortas.

Mais lidas