Pelo menos 23 pessoas morreram e 70 ficaram feridas em um ataque suicida realizado nesta terça-feira (29/12) nos arredores de uma repartição pública em Mardan, no noroeste do Paquistão.
A explosão aconteceu do lado de fora de um escritório da Autoridade Nacional de Base de Dados e Registros (NADRA, na sigla em inglês) do país, onde centenas de pessoas faziam fila para retirar carteiras de identidade e outros documentos.
Agência Efe
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Entrada do escritório do NADRA em Mardan, no Paquistão, onde um homem-bomba deixou mais de 20 mortos
Segundo a polícia paquistanesa, um homem em uma motocicleta foi parado por guardas no portão de entrada da repartição, e neste momento detonou os mais de 12 quilos de explosivos que carregava.
O grupo Jamat Ul Ahrar, que se separou do Talibã paquistanês em 2014, reivindicou a responsabilidade pelo ataque, afirmando que o centro público era um alvo legítimo por ser parte do “infiel [não islâmico] Estado paquistanês”.
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“Se Deus quiser, nós vamos atingir todas as organizações paquistanesas que são direta ou indiretamente parte desta guerra”, afirmou Ehsanullah Ehsan, porta-voz do grupo, em comunicado.
O Jamat Ul Ahrar é responsável pela morte de mais de 50 civis em novembro de 2014 durante um ataque similar ao desta terça-feira no meio de uma multidão que assistia uma parada militar em Wagah, na fronteira entre o Paquistão e a Índia, além de ter reivindicado a autoria do assassinato do ministro de Punjab, a província mais populosa do país, em agosto deste ano.
O Paquistão tem combatido grupos armados desde 2004, em um conflito que já causou a morte de dezenas de milhares de civis e de forças de segurança do país. A violência diminui ao longo de 2015 devido a uma ofensiva militar por parte do governo paquistanês contra tais grupos após o ataque do Talibã a uma escola na cidade de Peshawar em dezembro de 2014, que deixou mais de 150 pessoas, a maioria crianças que estudavam na escola, mortas.