Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, concedeu uma entrevista ao Financial Times neste domingo (27/07), sobre os ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e as saídas encontradas pelo Brasil.

“Esses ataques estão reforçando nossas relações com os BRICS, porque queremos ter relações diversificadas e não depender de nenhum país”, afirmou. Além do bloco, Amorim destacou que o governo brasileiro pretende aprofundar sua parceria com os países da Europa, América do Sul e Ásia.

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Ele também defendeu o tratado comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. “Se a União Europeia fosse inteligente, ela a ratificaria não apenas pelo ganho econômico imediato, mas também por mais equilíbrio em suas relações”, disse ao FT.

O diplomata também mencionou o interesse canadense de negociar um acordo de livre comércio com o Brasil e contou que, em seu último ano, o governo Lula irá focar na integração da América do Sul.

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‘Queremos ter relações diversificadas e não depender de nenhum país’, afirmou Amorim ao Financial Times
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ataques de Trump

Amorim também criticou o tarifaço de Donald Trump ao FT. Sobre a cobrança norte-americana de tarifas de 50% contra os produtos brasileiros, com alegação de “caça às bruxas” contra o ex-presidente e réu no Supremo Tributal Federal (STF), Jair Bolsonaro, o chanceler foi enfático.

Ao acusar Trump de “agir politicamente dentro [do Brasil]”, ele afirmou nunca ter visto algo do gênero, “nem mesmo nos tempos coloniais”. “Nem a União Soviética teria feito algo assim”, acrescentou.

Em sua avaliação, o comportamento do republicano é uma “ilustração do poder absoluto”. E citando a máxima de que “os países não têm amigos, apenas interesses”, avaliou que no caso de Trump “nem amigos nem interesses, apenas desejos”.

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