Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Governo sírio e oposição voltaram a trocar acusações nesta quinta-feira (10/05) por conta de uma sequência de explosões que causou a morte de pelo menos 55 pessoas e deixou outras 372 feridas na região de Qazaz, periferia de Damasco. Os atentados causaram críticas também entre a ONU (Organização das  Nações Unidas) e a Liga Árabe, que mostraram preocupação em relação ao desenvolvimento do plano de paz proposto ao país.

O enviado especial da ONU ao país, Kofi Annan, afirmou que estes atos são “inaceitáveis” e voltou a pedir pelo fim da violência na Síria, já que a “população civil já sofreu demais”. No último domingo (08), Anna já havia dito que o plano de paz das Nações Unidas “é a única possibilidade de estabilizar o país”.

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O ex-secretário-geral da ONU disse ainda que governo e oposição devem encerrar os atos violentos no país o quanto antes. “Qualquer ação que aumente a tensão e o nível de violência é contrária aos interesses das partes”, completou.

Efe

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Imagem aérea divulgada pelas agências oficiais mostra o cenário de tragédia

Os atentados foram provocados pelas explosões de dois carros-bomba, segundo noticiou o ministério do Interior sírio por meio de um comunicado na rede estatal de televisão. Ainda de acordo com as informações oficiais, os veículos tinham mais de uma tonelada de material explosivo e eram conduzidos por terroristas suicidas.

Segundo o governo do presidente Bashar al Assad, os ataques caracterizam-se como uma nova prova de que a Síria está tendo de lidar com terroristas armados e não com uma revolta popular.

Após as declarações do governo, o CNS (Conselho Nacional Sírio), principal grupo de oposição a Assad, negou a autoria dos ataques e disse ainda que os atentados “beneficiam o regime” do atual presidente.

“O CNS nega qualquer implicação nos atentados e pede uma investigação”, afirmou o porta-voz da organização, Emad Hosari, em entrevista por telefone à Agência Efe. “Estes atentados servem ao regime sírio, que é quem mais se beneficia deles”, completou.

Efe

Por conta da força das explosões, vários carros e ônibus ficaram em chamas nas ruas

As explosões desta quinta-feira aconteceram próximo a duas sedes dos serviços de inteligência do país. Segundo constatou a Agência Efe, dezenas de carros e ônibus pegaram força devido à violência dos ataques.

Além disso, escombros, sangue e vidros de edifícios próximos cobrem o solo onde as bombas explodiram. Uma equipe de observadores da ONU (Organização das Nações Unidas), que está no país para verificar o frágil cessar-fogo entre governo e oposição, já foi enviada ao local para inspecionar a situação.

O chefe da missão no país, o general norueguês Robert Mood, afirmou que “este ato terrorista” não representa uma solução para os problemas da Síria. A Liga Árabe, por sua vez, foi mais enfática e afirmou que os atentados desta quinta no país “terão consequências graves” para o futuro da missão da ONU na Síria.

Efe

Explosões aconteceram próximas a duas sedes dos serviços de inteligência do país

“Quem está por trás dos atentados tenta frustrar a missão dos observadores internacionais e levar a Síria a mais atos de violência, assassinatos e derramamento de sangue”, afirmou Nabil al Araby, secretário-geral da Liga Árabe, em entrevista coletiva no Cairo.

Nesta quarta (09), em Deraa, uma explosão contra o comboio de observadores da ONU já havia deixado pelo menos seis soldados sírios feridos. Nenhum dos enviados das Nações Unidas se feriu durante o ataque.

Governo diz que ataque prova que país está lidando com terroristas; rebeldes negam envolvimento

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