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O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) ganhará maior representatividade após a inclusão, em 2011, de países como África do Sul e Índia no grupo não permanente, disse nesta quinta-feira (14/10) o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). A maior participação de países emergentes entre os membros não permanentes, como o Brasil, possibilitará, a seu ver, maior “democratização” das decisões do conselho.

“A inclusão de países emergentes no Conselho de Segurança da ONU resulta de uma constatação do que está acontecendo no mundo. Com a relativa prosperidade de suas economias, os emergentes vão conquistando maior relevância”, avaliou Azeredo.

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Na terça-feira (12/10) foram eleitos para o CS, além de África do Sul e Índia, Alemanha, Colômbia e Portugal. Os cinco países terão mandatos de dois anos a partir de 2011 como membros não permanentes. Neste ano, assumiram mandatos até 2012 Brasil, Bósnia-Herzegovina, Gabão, Nigéria e Líbano. Esses 10 países integrarão o conselho a partir de janeiro de 2011 juntamente com os cinco membros permanentes: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

Segundo nota divulgada na quarta-feira (13/10) pelo Ministério das Relações Exteriores, a composição do Conselho de Segurança em 2011 será “inédita”. Pela primeira vez, ressalta a nota, estarão juntos no órgão os três membros do Fórum Ibas – Índia, Brasil e África do Sul. O conselho contará ainda com todos os membros do grupo conhecido como BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China.

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Reforma do CS

Ainda de acordo com a nota, “o Brasil acredita que a composição do Conselho de Segurança em 2011, que reunirá países dispostos a assumir novas responsabilidades na manutenção da paz e da segurança internacionais, é positiva para a governança política global e dará impulso ao processo de reforma e ampliação do CSNU”.

Na opinião de Azeredo, a nova composição pode, de fato, representar, “um primeiro passo” para a revisão da composição do conselho. O senador considera positiva a eleição do Brasil para integrar o órgão pelo período de dois anos e defende a entrada do país como membro permanente do conselho.

“Nós só discutimos os excessos na busca dessa cadeira”, disse Azeredo, que tem criticado atos da política externa brasileira nesse sentido, como a abertura de novas embaixadas em pequenos países do Caribe. 

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Azeredo: emergentes tornam Conselho de Segurança da ONU mais representativo

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