Bolsas fecham a semana em rumos distintos após anúncio de moratória em Dubai
Bolsas fecham a semana em rumos distintos após anúncio de moratória em Dubai
A solicitação da moratória de seis meses para a dívida de 59 bilhões de dólares do Dubai World, um dos três principais conglomerados de Dubai, feita ontem, ainda foi hoje (27) a principal notícia dos mercados financeiros de todo o mundo. No entanto, nem todos os investidores encararam o fato da mesma maneira. Enquanto na Ásia e nos Estados Unidos a possibilidade de inadimplência provocou desvalorização, na América Latina e na Europa, foi encarada como oportunidade para comprar ações de bancos.
O índice Dow Jones Industrial, o principal de Wall Street, fechou em baixa de 1,48%, com os investidores receosos por conta da dívida em Dubai, um ícone da economia do Golfo Pérsico. A bolsa tecnológica Nasdaq fechou com desvalorização de 1,73%.
A queda foi provocada principalmente pela baixa nos papéis dos bancos. O medo da inadimplência fez com que os investidores buscassem outros destinos para seus fundos, como o dólar ou os bônus norte-americanos.
As bolsas dos Estados Unidos estavam fechadas ontem por conta do feriado do Dia de Ação de Graças.
Ao contrário das bolsas dos Estados Unidos e da Ásia, a BM&F Bovespa fechou em alta de 1,04%. Após duas sessões em queda, o índice Ibovespa subiu para 67.082 pontos com giro financeiro de 4,592 bilhões de reais.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o abalo nos mercados financeiros em função da Dubai World é passageiro e não terá maiores consequências para o Brasil. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também se pronunciou sobre o tema, afirmando que os bancos brasileiros não estão expostos a esta turbulência.
O dólar comercial fechou em queda de 0,4%, cotado a 1,743 real para a venda.
Também tiveram alta as bolsas de Buenos Aires, com 1,46%; a Mexicana de Valores, com 1,06%; e a de Santiago, com 1,19%.
Pelo mundo
As bolsas europeias também fecharam em alta. Os investidores compraram ações que haviam sido muito desvalorizadas na sessão anterior, por conta de Dubai, especialmente do setor bancário.
“Eu acho que os investidores estão usando essa história de Dubai como uma oportunidade de compra” , afirmou Heino Ruland, estrategista da consultoria Ruland Research ao jornal Valor Econômico.
” Dubai não é uma grande ameaça para a saúde do sistema financeiro mundial” , completou. Os bancos europeus são os principais credores do Dubai World.
O FTSE 100, da Bolsa de Londres, ganhou 0,99%. Subiram também o CAC 40, de Paris, com 1,15%; e o DAX, de Frankfurt, com 1,27%.
Entre as ações, o destaque ficou por conta dos papéis da Volkswagen, que dispararam 6,21%. A maior montadora da Europa anunciou que vai investir 2,3 bilhões de euros nos próximos cinco anos na expansão de suas fábricas e no lançamento de novos modelos de automóveis no Brasil.
Também afetadas por Dubai, as bolsas da Ásia registraram baixas expressivas nesta sexta-feira. Nos Emirados Árabes Unidos, a imprensa considera que as dificuldades financeiras de Dubai foram exageradas pelos mercados financeiros.
Dubai é um dos sete emirados semiautônomos que formam os Emirados Árabes Unidos.
NULL
NULL
NULL























