Sábado, 24 de janeiro de 2026
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As bolsas de valores no mundo fecharam em queda hoje (8), ainda abaladas pelo receio sobre a dívida no emirado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e não se recuperaram nem com o anúncio de estímulo à economia e geração de empregos feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Tanto Wall Street quanto os mercados da Europa, da Ásia e do Brasil tiveram um dia de baixas.

No mercado financeiro nos Estados Unidos, as perdas foram marcadas pelas incertezas em relação a dívida do conglomerado Dubai World. Pela manhã, Wall Street abriu em queda e manteve a tendência até o fim do pregão. O Dow Jones, principal indicador de Wall Street, fechou em baixa de 1,00%; o Nasdaq, da bolsa eletrônica, encerrou aos 0,76% negativos.

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Também hoje, Obama anunciou a ampliação de medidas de estímulo econômico, com mais investimentos em infraestrutura e isenções fiscais, graças ao fato de o programa de resgate financeiro ter custado menos que o previsto.

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No Brasil, a Bovespa fechou em baixa de 1,14%, a 67.728 pontos. O giro financeiro foi de 6,179 bilhões de reais, movimentado em 353.942 operações com 10,377 bilhões de títulos. As maiores altas foram das ações preferenciais das companhias aéreas TAM (3,90%) e GOL (3,02%) e as maiores baixas, das ações ordinárias da Souza Cruz (3,87%).

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No mercado cambial, o dólar comercial subiu 2,14% e fechou a 1,756 real para compra e 1,758 real para venda.

Pelo mundo

As bolsas de valores da Europa fecharam em baixa nesta terça-feira, com o setor bancário em queda por preocupações com o Dubai World. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações do continente, caiu 1,52%, a 1.005 pontos, na mínima em uma semana.

Caíram também a Bolsa de Frankfurt, em baixa de 1,66%; a Bolsa de Paris, com baixa de 1,43%; a Bolsa de Londres, com baixa de 1,65%; a Bolsa de Milão, com baixa de 1,69%; e a Bolsa de Madri, com baixa de 1,69%.

Além do risco de falência em Dubai, os investidores europeus ficaram receosos diante dos dados da produção industrial da Alemanha. Segundo o Ministério da Economia alemão, a produção industrial do país recuou 1,8% em outubro frente a setembro, na primeira queda em três meses. Os corretores receberam também o desempenho da produção industrial no Reino Unido, que ficou estável entre setembro e outubro, mas encerrou 8,4% menor na comparação com um ano antes.

Na América Latina, a bolsa de Caracas fechou em alta de 0,33% e a de Montevidéu fechou em alta de 0,06%. O IPSA da Bolsa de Santiago fechou em baixa de 0,59%; o IPC da Bolsa Mexicana de Valores, em queda de 1,17%; e o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, a 0,06%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, tendo como fator dominante para os resultados a realização de lucros, após os recentes ganhos. Tóquio encerrou em baixa de 0,27%, a 10.140 pontos. Hong Kong apresentou queda pelo terceiro pregão seguido, com o Hang Seng caindo 1,2%. Na China, o índice Xangai Composto caiu 1,1% e o Shenzhen Composto caiu 0,3%.

Emirados Árabes

Os mercados acionários dos Emirados Árabes Unidos também desvalorizaram mediante o receio de terem de pagar a dívida do conglomerado Dubai World. O índice do mercado financeiro de Dubai caiu mais 6,1% depois de já ter despencado 6% um dia antes.

O chefe financeiro de Dubai, Abdul Rahman al-Saleh, afirmou que a Dubai World, conglomerado do governo de Dubai, possui ativos suficientes para atender a suas obrigações, mas notou que pode levar mais de seis.

No fim de novembro, a Dubai World pediu um adiamento de seis meses no pagamento de suas dívidas. Desde aquele momento, agências de classificação de crédito rebaixaram a nota de importantes companhias do emirado.

Bolsas fecham em queda, apesar de pacote nos EUA

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