Bolsas fecham em queda, apesar de pacote nos EUA
Bolsas fecham em queda, apesar de pacote nos EUA
As bolsas de valores no mundo fecharam em queda hoje (8), ainda abaladas pelo receio sobre a dívida no emirado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e não se recuperaram nem com o anúncio de estímulo à economia e geração de empregos feito pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Tanto Wall Street quanto os mercados da Europa, da Ásia e do Brasil tiveram um dia de baixas.
No mercado financeiro nos Estados Unidos, as perdas foram marcadas pelas incertezas em relação a dívida do conglomerado Dubai World. Pela manhã, Wall Street abriu em queda e manteve a tendência até o fim do pregão. O Dow Jones, principal indicador de Wall Street, fechou em baixa de 1,00%; o Nasdaq, da bolsa eletrônica, encerrou aos 0,76% negativos.
Também hoje, Obama anunciou a ampliação de medidas de estímulo econômico, com mais investimentos em infraestrutura e isenções fiscais, graças ao fato de o programa de resgate financeiro ter custado menos que o previsto.
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No Brasil, a Bovespa fechou em baixa de 1,14%, a 67.728 pontos. O giro financeiro foi de 6,179 bilhões de reais, movimentado em 353.942 operações com 10,377 bilhões de títulos. As maiores altas foram das ações preferenciais das companhias aéreas TAM (3,90%) e GOL (3,02%) e as maiores baixas, das ações ordinárias da Souza Cruz (3,87%).
No mercado cambial, o dólar comercial subiu 2,14% e fechou a 1,756 real para compra e 1,758 real para venda.
Pelo mundo
As bolsas de valores da Europa fecharam em baixa nesta terça-feira, com o setor bancário em queda por preocupações com o Dubai World. O índice FTSEurofirst 300, que mede o desempenho das principais ações do continente, caiu 1,52%, a 1.005 pontos, na mínima em uma semana.
Caíram também a Bolsa de Frankfurt, em baixa de 1,66%; a Bolsa de Paris, com baixa de 1,43%; a Bolsa de Londres, com baixa de 1,65%; a Bolsa de Milão, com baixa de 1,69%; e a Bolsa de Madri, com baixa de 1,69%.
Além do risco de falência em Dubai, os investidores europeus ficaram receosos diante dos dados da produção industrial da Alemanha. Segundo o Ministério da Economia alemão, a produção industrial do país recuou 1,8% em outubro frente a setembro, na primeira queda em três meses. Os corretores receberam também o desempenho da produção industrial no Reino Unido, que ficou estável entre setembro e outubro, mas encerrou 8,4% menor na comparação com um ano antes.
Na América Latina, a bolsa de Caracas fechou em alta de 0,33% e a de Montevidéu fechou em alta de 0,06%. O IPSA da Bolsa de Santiago fechou em baixa de 0,59%; o IPC da Bolsa Mexicana de Valores, em queda de 1,17%; e o índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, a 0,06%.
Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, tendo como fator dominante para os resultados a realização de lucros, após os recentes ganhos. Tóquio encerrou em baixa de 0,27%, a 10.140 pontos. Hong Kong apresentou queda pelo terceiro pregão seguido, com o Hang Seng caindo 1,2%. Na China, o índice Xangai Composto caiu 1,1% e o Shenzhen Composto caiu 0,3%.
Emirados Árabes
Os mercados acionários dos Emirados Árabes Unidos também desvalorizaram mediante o receio de terem de pagar a dívida do conglomerado Dubai World. O índice do mercado financeiro de Dubai caiu mais 6,1% depois de já ter despencado 6% um dia antes.
O chefe financeiro de Dubai, Abdul Rahman al-Saleh, afirmou que a Dubai World, conglomerado do governo de Dubai, possui ativos suficientes para atender a suas obrigações, mas notou que pode levar mais de seis.
No fim de novembro, a Dubai World pediu um adiamento de seis meses no pagamento de suas dívidas. Desde aquele momento, agências de classificação de crédito rebaixaram a nota de importantes companhias do emirado.
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