Terça-feira, 3 de março de 2026
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O premiê russo Mikhail Mishustin se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin nesta quinta-feira (05/02), em Brasília. A visita oficial é voltada ao aprofundamento das relações bilaterais entre os países, no escopo da 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN).

Ao final do encontro, foi divulgada uma declaração conjunta que estabelece as principais áreas de cooperação russo-brasileira para os próximos anos. “A Rússia está disposta a compartilhar tecnologia nuclear pacífica com Brasil”, afirmou o primeiro-ministro russo, apontando cooperação em vários setores, entre eles, o de Inteligência Artificial, energia nuclear pacífica, exploração espacial e diversas áreas do setor energético.

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Mishustin disse que o Brasil é “o principal parceiro econômico da Rússia na América Latina” e ressaltou que o país lidera entre os fornecedores de produtos alimentícios, especialmente carne e café. Ele informou que os dois países concordaram em ”adotar medidas adicionais para aumentar o volume de comércio bilateral e aprimorar a estrutura comercial”.

Lula insistiu na importância de manter mecanismo de acompanhamento das iniciativas acordadas para que possam produzir resultados mais rápidos e benefícios concretos para os dois países.

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Não intervenção

Além de Mishustin, a delegação russa inclui oito ministros de Estado, três vice-ministros e representantes de agências governamentais. Moscou ressaltou a cooperação frutífera na interação na esfera da exploração espacial pacífica, navegação por satélite e monitoramento espacial.

No documento, Brasil e Rússia defendem o multilateralismo na geopolítica mundial e a não intervenção de outros países na América Latina. A nota ressalta a “importância da manutenção do status da América Latina e Caribe como zona de paz, construída sobre o respeito mútuo, a solução pacífica de controvérsias e a não intervenção”.

Lula se encontra com premiê russo Mikhail Mishustin, em Brasília
Ricardo Stuckert/PR

O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a relação bilateral como “estratégica”, afirmando que “parcerias sólidas não dependem das conjunturas, mas de interesses estruturais bem compreendidos”. Ele observou que o comércio bilateral entre os dois países atingiu cerca de US$ 11 bilhões em 2025, com amplo potencial de crescimento.

O documento também cita “o sucessivo fortalecimento da parceria estratégica do BRICS, de sua continuidade e de seu espírito de consenso”. As partes ainda se comprometeram a dar continuidade às negociações da Convenção-Quadro da ONU sobre Cooperação Tributária Internacional, iniciativa “fundamental para fortalecer um sistema tributário internacional inclusivo, equilibrado e eficaz”, segundo a chancelaria russa.