Casa Branca confirma: Obama vai receber Dalai Lama na próxima quinta
Casa Branca confirma: Obama vai receber Dalai Lama na próxima quinta
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá o Dalai Lama na Casa Branca no próximo dia 18, confirmou hoje o porta-voz da Presidência americana, Robert Gibbs. A visita traz problemas com a China, que não admite o reconhecimento ao Dalai Lama por ser, além de um líder espiritual, o chefe de Estado do Tibete, anexado à China desde 1959.
Na entrevista coletiva diária, Gibbs disse que o Dalai Lama “é um líder internacional muito respeitado” que agiu em defesa dos direitos de seu povo e da liberdade de culto. Mas, segundo Gibbs, o encontro terá lugar na Sala de Mapas da Casa Branca e não no Salão Oval, como corresponderia a um chefe de Estado ou de Governo.
De acordo com o porta-voz, “nenhum presidente norte-americano se reuniu com o Dalai Lama no Salão Oval”.
O líder tibetano estará em Washington nos dias 17 e 18 deste mês.
O governo da China tinha pedido a Obama para que não se reunisse com o Dalai Lama. O presidente norte-americano evitou se encontrar com o líder tibetano durante a última visita deste a Washington, no ano passado, para evitar tensões diplomáticas com Pequim antes da visita de Estado que fez à China em novembro.
Durante essa viagem, no entanto, deixou claro às autoridades chinesas que se reuniria com o Dalai Lama, tratado por Pequim como separatista por buscar a independência do território do Tibete.
Armamentos
A Casa Branca já tinha anunciado que Obama se reuniria com o líder espiritual tibetano ao longo deste mês, mas a confirmação da data dará mais tensão à relação com a China.
Na semana passada, o Pentágono anunciou a venda de armamento para Taiwan no valor de 6,4 bilhões de dólares, o que fez com que a China ameaçasse impor sanções às fabricantes dessas armas e anunciasse a suspensão dos contatos militares entre os dois países.
Depois, os EUA impuseram tarifas sobre a importação de pneus chineses, além de terem criticado o que consideram como uma cotação artificial do iuane e as denúncias de ataques cibernéticos procedentes da China contra a empresa Google, que ameaçou encerrar suas atividades em território chinês.
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