O governo autônomo da Catalunha aprovou nesta segunda-feira (23/12) um decreto que impede empresas privadas de cortarem o abastecimento de luz e gás natural de famílias pobres durante o inverno. A lei entra em vigor no primeiro dia de 2014 e garantirá que nenhuma pessoa de baixa renda com faturas em atraso tenha os serviços básicos cortados. As informações foram divulgadas ontem (24) pelo portal Público.
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A lei determina que cidadãos em situação de vulnerabilidade econômica serão protegidos durante os meses de novembro e março – os mais frios do ano na Europa. Segundo o decreto, quando as pessoas com contas em aberto receberem um aviso que o serviço será cortado, elas terão dez dias para apresentar uma declaração que ateste a veracidade da incapacidade financeira.
Rafael Duque/Opera Mundi

Governo autônomo da Catalunha adota medida dura para proteger pobres do inverno
Com a crise instalada em Espanha, são cada vez mais as famílias pobres que não conseguem pagar seus vencimentos. Com 5,9 milhões de pessoas sem trabalho (25,9% da população ativa), o desemprego é visto como um problema maior, especialmente entre os jovens abaixo dos 25 anos, entre os quais a porcentagem passa de 50%. O desemprego é um dos principais fatores pelo alto índice de inadimplência no país.
Não há perspectivas de que a situação melhore de maneira substancial no futuro imediato, apesar de os dados macroeconômicos apontarem uma melhoria após cinco anos de crise.
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Uma pesquisa da fundação espanhola Alternativas mostra que o número de pessoas que emigrou do país por causa da crise econômica entre 2008 e 2012 pode ser pelo menos três vezes maior que os dados oficiais. Segundo o levantamento, mais de 700.000 pessoas – o equivalente a cerca de 1,5% da população da Espanha – deixaram a nação ibérica. Os números do governo colocam esse número em 225.000.
A saída atinge também estrangeiros que moram na Espanha. Em 2012, 162.000 pessoas de outros países, 83% do número total de emigrantes , deixaram o território espanhol. O cenário pode ser pior, afirma a fundação, pelo fato de o país ter um sistema de registros historicamente ruim.

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