Terça-feira, 3 de março de 2026
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O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou nesta segunda-feira (05/09) que o governo de Tabaré Vázquez reconhece Michel Temer como presidente brasileiro, mas que considera “injusto” o processo de impeachment de Dilma Rousseff, afastada de forma definitiva do cargo na última semana.

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“O Uruguai não reconhece governos, mas reconhece Estados. O não reconhecimento de um governo se dá de maneira indireta, através da retirada do embaixador e de alguma declaração que neste caso o Uruguai não fez”, disse Novoa a jornalistas após uma reunião do Conselho de Ministros.

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Agência Efe

Chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa

Ele disse que, apesar de reconhecer o governo de Michel Temer , o Uruguai “segue mantendo sua opinião no processo, de que foi um processo legal, mas o resultado do processo (…)  nos parece que foi injusto”.

Na última quinta-feira (01/09), o Ministério das Relações Exteriores do Uruguai divulgou nota em que dizia considerar “uma profunda injustiça” o impeachment da ex-mandatária, a quem a pasta se referiu como “presidente eleita legitimamente pelo povo brasileiro”.

 

Segundo Rodolfo Nin Novoa, Uruguai acredita que foi um 'processo legal' com resultado 'injusto'; Tabaré Vázquez e Michel Temer se encontrarão em Nova York

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Mercosul na pauta

O chanceler acrescentou que Vázquez e Temer se reunião em Nova York (EUA) entre 17 e 20 de setembro, antes da Assembleia das Nações Unidas, que ocorrerá entre 20 e 26 deste mês.

Na agenda do encontro, segundo ele, estará o Mercosul, cuja presidência temporária gerou um impasse entre os membros do bloco.

De acordo com as normas do bloco, a Presidência rotativa, ocupada pelo Uruguai entre janeiro e julho, corresponde à Venezuela no período de agosto a dezembro de 2016. Entretanto, o governo interino do Brasil e os governos de Argentina e Paraguai se opõem à liderança venezuelana e têm tentado impedir que o país assuma a Presidência do Mercosul.

Novoa expressou também que o objetivo dos uruguaios é “salvar o Mercosul e superar a inação” a fim de “manter viva” a agenda externa da organização.