O Exército dos Estados Unidos fornecerá o tratamento de mudança de sexo para a soldado transexual Chelsea Manning, revelou um funcionário da Defesa norte-americana à agência Efe. Condenada por vazar mais de 700 mil documentos secretos dos EUA para o site Wikileaks, a ex-analista de inteligência cumpre pena de 35 anos em uma prisão militar.
Reprodução
.jpg)
A soldado anteriormente conhecida como Bradley Manning agora passa a se chamar, oficialmente, Chelsea Manning
O tratamento hormonal de detentos em uma prisão militar norte-americana é um caso inédito no país. A decisão foi tomada após a instituição concluir que a identidade de Manning, diagnosticada com “dismorfia de gênero”, é a de uma mulher no corpo de um homem.
Além disso, como a detida em questão não pode ser expulsa do Exército durante o cumprimento de sua sentença, tal condição obrigou o Ministério da Defesa a fornecer o tratamento solicitado pela soldado.
.jpg)
NULL
NULL
No fim de abril, um juiz do estado norte-americano do Kansas autorizou Bradley Edward Manning passasse a se chamar, legalmente, Chelsea Elizabeth Manning. Manning, que havia apresentado a requisição formal para a mudança de nome no dia 27 de janeiro, não compareceu à audiência, mas declarou que a data do veredicto era “um dia emocionante”.
“Tomara que a mudança de nome de hoje, tão importante para mim, pessoalmente, possa também alertar para o fato de que nós, pessoas [transgêneras], existimos em toda a América atualmente e que temos de atravessar obstáculos diariamente apenas para sermos quem somos”, escreveu na ocasião, em declaração reproduzida pelo Huffington Post.
No mesmo mês, ela teve seu pedido de clemência negado, confirmando que terá que cumprir a pena total à qual foi condenada pela juíza Denise Lind. Seus advogados, entretanto, devem entrar com recursos para que o tempo de prisão seja reduzido.