Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O governo chinês anunciou nesta quarta-feira (31/12) a aplicação de tarifas de 55% sobre as importações de carne bovina do Brasil, principal fornecedor do produto ao país asiático. Divulgada pelo Ministério do Comércio da China, a medida entra em vigor a partir do próximo dia 1º de janeiro, com previsão de redução gradual ao longo dos próximos três anos.

As tarifas serão aplicadas sobre os embarques brasileiros que ultrapassarem os limites definidos nas cotas anuais, em uma medida que visa proteger o setor pecuário doméstico, segundo a pasta.

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Pequim informou que a cota total de importação para 2026 para os países atingidos por suas novas “medidas de salvaguarda” é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente em linha com o recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024.

“O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria doméstica da China“, disse o governo no anúncio, após uma investigação iniciada em dezembro passado. Além do Brasil, os novos encargos também atingirão exportadores como Estados Unidos, Argentina e Austrália.

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De acordo com os dados da alfândega chinesa, em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos Estados Unidos.

Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil exportou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, bem acima dos níveis de cota estabelecidos pelas novas medidas de Pequim. Também neste ano, os embarques australianos para a China aumentaram às custas da carne bovina dos Estados Unidos, depois que Pequim, em março, permitiu que as licenças expirassem em centenas de frigoríficos norte-americanos e o presidente norte-americano Donald Trump desencadeou uma guerra tarifária. Exportações norte-americanas foram de apenas 55.172 toneladas até novembro.

(*) Com Ansa