Terça-feira, 9 de dezembro de 2025
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A China declarou nesta segunda-feira (01/12) que as declarações do Japão sobre Taiwan são um ”claro esquecimento da terrível memória da agressão militarista” do país durante a Segunda Guerra Mundial.

Segundo o porta-voz Ministério das Relações Exteriores Chia, Lin Jian, a atitude japonesa também é “um grave desrespeito à história da Guerra Mundial Antifascista, um desafio flagrante à autoridade da ONU e à ordem internacional do pós-guerra”.

“O lado japonês continua a esconder e a encobrir a sua posição sobre a questão de Taiwan. Sempre que questionado, o lado japonês simplesmente não menciona a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam e o Instrumento de Rendição Japonês — todos os quais deixaram claro que Taiwan deveria ser restituída à China”, afirmou a autoridade Pequim.

Ao lembrar que a Declaração do Cairo — documento essencial para o contexto do fim da Segunda Guerra Mundial — completa 82 anos nesta segunda-feira, Lin afirmou que “talvez o que o lado japonês não queira esclarecer sua posição sobre a questão de Taiwan”.

Segundo o porta-voz, o documento, “juntamente com uma série de outros instrumentos jurídicos internacionais, estipula a soberania da China sobre Taiwan e representa um resultado vital da Guerra Mundial Antifascista, sendo parte integrante da ordem internacional do pós-guerra”.

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tem causado controvérsia com declarações militaristas sobre Taiwan
Cabinet Secretariat/Wikicommons

“O Japão tem a obrigação, perante o direito internacional, de observar esses documentos, o que é um pré-requisito para sua readmissão à comunidade internacional após a guerra”, acrescentou.

Mas além de não mencionar os documentos, Lin disse que Tóquio usou outros recursos que “excluem a China e outros países asiáticos que mais sofreram com a agressão e o colonialismo japoneses”.

Pequim ainda acusou o Japão de “reformular suas políticas de segurança” para reforçar seu orçamento militar e princípios nucleares. “Algumas forças no Japão nunca aprenderam verdadeiramente as lições da história, nunca fizeram uma profunda reflexão sobre as atrocidades de guerra cometidas pelo Japão, nem as encararam de frente, e nunca buscaram impedir o ressurgimento do militarismo no país”, acrescentou.

“O curso da história não deve ser revertido, e a linha divisória da paz não deve ser ultrapassada. O Japão tergiversou, minimizando a situação enquanto continuava no caminho errado. A China não aceitará isso de forma alguma”, instou, afirmando que “uma atitude evasiva não levará o lado japonês a lugar nenhum”.

“Instamos o lado japonês a aprender com as lições da história, a fazer uma reflexão profunda, a levar a sério o que ouviu do lado chinês, a simplesmente retratar as declarações errôneas, como deveria, e a tomar medidas práticas para honrar seus compromissos políticos com a China”, concluiu.