Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Pela primeira vez, o superávit comercial anual da China ultrapassou US$ 1 trilhão (aproximadamente R$ 5,4 trilhões, na cotação atual) apesar do tarifaço imposto pelo governo norte-americano de Donald Trump. Dados comerciais divulgados nesta segunda-feira (08/12) pela agência alfandegária chinesa mostram que as fábricas nacionais driblaram os Estados Unidos e aumentaram as suas vendas para outros mercados do exterior neste ano, como Europa, Austrália e Sudeste Asiático. 

Em novembro, as exportações chinesas cresceram 5,9% em relação ao ano anterior, revertendo uma contração de 1,1% em outubro e superando as previsões feitas pelos analistas. Os números superaram também uma previsão dada pela agência Reuters, que acreditava em um crescimento de 3,8%. nesse período

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Por sua vez, as remessas para os Estados Unidos caíram quase um terço em relação ao mesmo mês do ano anterior: 29%. Enquanto isso, as exportações para a União Europeia cresceram 14,8% ao ano, à Austrália 35,8%, e ao Sudeste Asiático, 8,2%.

“Os cortes tarifários acordados sob a trégua comercial EUA-China não ajudaram a aumentar os carregamentos para os EUA no mês passado, mas, no geral, o crescimento das exportações se recuperou mesmo assim”, disse Zichun Huang, economista da China da Capital Economics. “Esperamos que as exportações chinesas permaneçam resilientes, com o país continuando a ganhar participação no mercado global no próximo ano.”

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Em novembro, o superávit comercial do país asiático foi de US$ 111,68 bilhões (R$ 604,9 bilhões), o maior número desde junho e acima dos US$ 90,07 bilhões (R$ 487,86 bilhões) registrados no mês anterior. Desta forma, o superávit comercial dos 11 meses ultrapassou US$ 1 trilhão, pela primeira vez.

Desde que Trump assumiu a Casa Branca e passou a fomentar uma guerra comercial, a China intensificou os esforços para diversificar seus mercados de exportação, buscando estreitar os laços comerciais com o Sudeste Asiático e a União Europeia. A queda no envio de produtos aconteceu mesmo com diálogos entre os dois países, incluindo tratados que reduziram algumas de suas tarifas, além do encontro direto entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping na Coreia do Sul, no final de outubro.