China pede fim de tarifas após Suprema Corte dos EUA considerar medidas ilegais
Tribunal determinou que Trump não tem autoridade para sustentar medida com base em lei de 1977 na qual se baseou aplicação das taxas
A China pediu nesta segunda-feira (23/02) ao governo dos Estados Unidos o cancelamento das tarifas unilaterais anunciadas pelo presidente Donald Trump, depois que a Suprema Corte declarou ilegais grande parte das taxas.
Na última sexta-feira (20/02), o tribunal determinou que Trump não tem autoridade para impor tarifas com base em uma lei de 1977, na qual ele se apoiou para aplicar as taxas, que abalaram o comércio mundial.
A decisão provocou a fúria de Trump, que em um primeiro momento anunciou uma tarifa global de 10% com base em outra lei, antes de elevá-la a 15% no sábado.
O Ministério do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que está fazendo uma “ampla avaliação” do impacto da decisão e pediu a Washington que suspenda as tarifas.
“A China pede aos Estados Unidos que cancelem suas tarifas unilaterais contra seus parceiros comerciais”, afirmou o ministério em um comunicado.
Segundo a nota do Ministério, “não há vencedores em uma guerra comercial e o protecionismo não leva a lugar nenhum”.
Pelo menos 150 dias
As novas tarifas de 15% devem entrar em vigor na terça-feira (24/02) e permanecerão por pelo menos 150 dias, com exceções para alguns produtos.
O ministério das Relações Exteriores chinês também ressaltou que acompanha “de perto” possíveis medidas dos Estados Unidos para manter as tarifas elevadas além dos 150 dias.

Ministério chinês criticou política tarifária dos EUA
Shealah Craighead / White House
A decisão da Suprema Corte foi uma repreensão surpreendente de um órgão judicial que apoiou diversas vezes as medidas adotadas por Trump desde seu retorno ao poder no ano passado.
Foi um revés político importante ao anular a principal medida econômica do presidente americano.
Vários países anunciaram que examinam a decisão judicial e os anúncios posteriores de Trump sobre novas tarifas.
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou no domingo que os acordos de seu país com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor apesar da decisão.
























