Terça-feira, 21 de abril de 2026
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A China apoia o Brasil na defesa de sua soberania nacional e diante da guerra comercial deflagrada por Trump contra o gigante sul-americano — por meio de tarifas de 10% sobre todos os produtos brasileiros e uma tarifa adicional de 40% sobre determinados produtos de origem brasileira —, afirmou o presidente Xi Jinping nesta terça-feira, 12 de agosto, em conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na troca de farpas, ambos os líderes condenaram o protecionismo e o unilateralismo da recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos, que são contrários aos princípios que ambas as nações buscam por meio de suas ações no bloco BRICS.

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Aliás, Lula declarou recentemente que reuniria seus colegas chinês e indiano para coordenar uma resposta conjunta aos impostos que afetam as três nações.

Tanto Lula quanto Xi viam as tarifas como obstáculos a um sistema internacional justo e equitativo. Xi Jinping enfatizou que todos os países devem se unir para rejeitar essas práticas e destacou que os BRICS constituem uma plataforma fundamental para fortalecer o consenso entre as nações do Sul Global.

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“A China está disposta a trabalhar com o Brasil para aproveitar oportunidades, fortalecer a coordenação e alcançar uma cooperação mais mutuamente benéfica, dando um exemplo de solidariedade e autossuficiência entre as principais potências do Sul Global e construindo conjuntamente um mundo mais justo e um planeta mais sustentável”, disse o presidente chinês.

O apelo, iniciado pelo líder sul-americano, serviu para fortalecer os laços bilaterais e coordenar posições em fóruns multilaterais. Ambos os países também reafirmaram seu compromisso com a salvaguarda da equidade internacional, das normas básicas da ordem global e dos direitos legítimos dos países em desenvolvimento.

Líderes de ambos os países, Xi Jinping e Lula da Silva, destacaram a força de suas relações e rejeitaram as políticas comerciais protecionistas dos EUA

Líderes de ambos os países, Xi Jinping e Lula da Silva, destacaram a força de suas relações e rejeitaram as políticas comerciais protecionistas dos EUA
Ricardo Stuckert/PR

Xi: “As relações China-Brasil estão no seu melhor momento da história”

Também na terça-feira (12/08), Xi Jinping enfatizou que as relações China-Brasil estão atualmente no seu melhor momento histórico. “As relações China-Brasil estão no seu melhor momento histórico, e a harmonização das estratégias de desenvolvimento dos dois países está progredindo sem problemas”.

Nesse sentido, Xi enfatizou a disposição de seu país de trabalhar em estreita colaboração com o Brasil para aproveitar oportunidades comuns, fortalecer a coordenação e construir uma cooperação mais equilibrada e mutuamente benéfica.

Lula aproveitou a conversa para informar Xi sobre os recentes progressos nas relações entre Brasil e Estados Unidos, apesar das tensões tarifárias, bem como para reiterar a posição de princípios de seu governo em defesa da soberania nacional.

O presidente brasileiro elogiou o compromisso da China com o multilateralismo, a defesa das regras de livre comércio e seu papel responsável nos assuntos internacionais. Ele também expressou que o Brasil valoriza profundamente suas relações com a China e aspira aprofundar o alinhamento estratégico e expandir a cooperação bilateral em diversas áreas.

Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, e o comércio cresceu para um recorde de US$ 157,5 bilhões em 2023, com um superávit favorável ao gigante sul-americano de US$ 51,1 bilhões, de acordo com estatísticas do governo.

Lula indicou que o Brasil está disposto a intensificar a comunicação e a coordenação com a China em fóruns multilaterais, a fim de combater a hegemonia unilateral e proteger os interesses comuns das nações emergentes.

Esta troca telefônica e suas declarações destacam o interesse de ambas as nações em responder conjuntamente ao uso de tarifas como arma para extrair concessões de parceiros comerciais, o que parece ser a política comercial favorita de Donald Trump.