Terça-feira, 3 de março de 2026
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Através de um comunicado lido nesta segunda-feira (09/02) pela porta-voz Mao Ning, o Ministério de Relações Exteriores da China repudiou as acusações de que estaria realizando testes nucleares secretos.

A denúncia foi feita pelo subsecretário de Estado norte-americano para Controle de Armas, Thomas DiNanno, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desarmamento, evento ocorrido em Genebra, na última sexta-feira (06/02). O funcionário estadunidense afirmou que Pequim tem “detonações experimentais” desde 2020 e que estaria preparando “testes de alto rendimento”

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A resposta chinesa qualificou as declarações do subsecretário como “completamente infundadas” e como uma “mentira descarada”. Ademais, instou as autoridades norte-americanas a “cessarem imediatamente suas ações e declarações irresponsáveis”.

Em outro ponto da nota, a chancelaria chinesa afirma que a narrativa dos Estados Unidos seriam uma estratégia para justificar “seu próprio projeto de retomar testes nucleares”.

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Necessidade de novo tratado

As acusações cruzadas ocorrem em um contexto no qual China, Estados Unidos e também a Rússia estariam negociando a possibilidade de estabelecer um novo tratado sobre armamentos nucleares, que venha a substituir o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Novo START), que perdeu vigência na última quinta-feira (05/02) – justamente um dia antes do evento na ONU, em Genebra.

O Novo START foi o último de uma série de acordos sobre controle de armas estratégicas que se manteve durante meio século, desde o período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, até os compromissos mais recentes, entre Estados Unidos e Rússia.

Essa arquitetura de controle de armas foi sustentada por documentos como o Acordo Interino sobre Certas Medidas Relativas à Limitação de Armas Ofensivas Estratégicas (SALT I), e o Tratado de Mísseis Antibalísticos (Tratado ABM). O Novo START, tratado mais recente sobre o tema, foi assinado em 2010, pelos então presidentes da Rússia, Dmitry Medvedev, e dos Estados Unidos, Barack Obama.

Porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, criticou declarações de subsecretário dos EUA
Ministério das Relações Exteriores da China

Inclusão da China em novo tratado

Com a expiração do Novo START, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, enfatizou que ambas as partes “não estão mais vinculadas a nenhuma obrigação”, e que Moscou “está preparada para qualquer consequência, embora prefira o diálogo e esteja pronta para retomá-lo, quando a posição de Washington se tornar mais clara”.

Por sua vez, os Estados Unidos têm mudado sua estratégia com o objetivo de fazer com que um novo tratado de controle de armas estratégicas inclua também a China, e não somente a Rússia.

Além das declarações do subsecretário DiNanno, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a “expansão rápida e opaca” do arsenal chinês tornou os modelos bilaterais de controle de armas “obsoletos”.

O governo da China instou os Estados Unidos a retomarem o diálogo estratégico com a Rússia e indicou que essa também é “a expectativa comum da comunidade internacional”. Contudo, não fez qualquer alusão sobre se o país estaria ou não disposto a participar das negociações sobre um novo tratado de controle de armas.

Com informações de RT.