Quarta-feira, 4 de março de 2026
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O governo da China anunciou, nesta quinta-feira (10/04), que reduzirá “moderadamente” o número de filmes norte-americanos exibidos oficialmente em seu território, uma nova medida de retaliação contra os Estados Unidos após a escalada da guerra comercial.

“As más práticas do governo dos EUA, que incluem o abuso de tarifas contra a China, só podem reduzir ainda mais a popularidade dos filmes norte-americanos entre os espectadores chineses”, disse um porta-voz do Gabinete Nacional de Cinema.

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“Seguiremos as regras de mercado, respeitaremos as escolhas dos espectadores e reduziremos moderadamente o número de filmes norte-americanos importados”, enfatizou em um comunicado divulgado em resposta a uma pergunta sobre as repercussões da guerra comercial.

A China é o segundo maior mercado cinematográfico do mundo, atrás dos Estados Unidos. O país asiático é especialmente importante para os estúdios de Hollywood, cujas superproduções costumam ser muito bem-sucedidas.

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No entanto, Pequim limita — por meio de um sistema de cotas — o número de filmes estrangeiros exibidos oficialmente em seus cinemas.

Ao contrário do tom mais conciliador que adotou em relação ao resto do mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (09/04) um aumento nas tarifas sobre os produtos chineses importados para 125%. O Ministério do Comércio chinês prometeu, nesta quinta-feira, que a China “lutará até o fim” se Washington continuar sua campanha hostil de cobranças excessivas de tarifas.

Na prática, isso não impede que cidadãos chineses tenham acesso facilmente um grande número de filmes estrangeiros por meio de assinaturas de plataformas de vídeo chinesas, sites piratas ou downloads ilegais.