Os portugueses vão às urnas neste domingo (04/10) para eleger os novos parlamentares do país. Comandada pelo atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a legenda Portugal à Frente (PàF) lidera a corrida eleitoral e é formada pelo Partido Social Democrata (PSD) e o Partido Popular (CDS-PP), ambos de centro-direita.
As últimas pesquisas registram 37,2% das intenções de voto para a PàF e 32,9% para o Partido Socialista, de centro-esquerda. Em seguida, a Coligação Democrática Unitária (CDU), aliança entre os partidos Comunista e Ecologista, conta com 8,8% e o Bloco de Esquerda (BE) registra 7,9%.
EFE
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Primeiro-ministro e líder da coligação Portugal à Frente, Pedro Passos Coelho deve permanecer no cargo, segundo as pesquisas
Apesar da liderança nas sondagens eleitorais, a aliança não deve obter a maioria dos assentos no Parlamento, o que não impede que a PàF governe, de acordo com a legislação do país. Para tanto, o programa de governo do partido vencedor das eleições deve ser aprovado pela maioria dos parlamentares. Porém, a possibilidade de que nenhuma legenda obtenha a maioria absoluta é tida como um sinal de fragilidade do próximo governo.
Caso a vitória se confirme, será a primeira vez em que um governo da zona do euro que implementou medidas de austeridade irá se reeleger. Assim como a Grécia e a Irlanda, Portugal foi um dos países que cortou benefícios sociais e aumentou impostos em troca de um pacote de resgate econômico.
Desde 2011 no cargo, Passos Coelho elevou os impostos e cortou gastos como pensões, salários e investimentos em saúde e educação. Durante seu mandato, o premiê enfrentou protestos e baixa popularidade. Atualmente, a dívida pública portuguesa corresponde a 130% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, em contraste com 111% há quatro anos.
Recentemente, a economia de Portugal mostrou alguns sinais de recuperação: o desemprego está no nível mais baixo (12,4%) desde o início de 2011 e o PIB do segundo trimestre cresceu 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
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O líder socialista e ex-prefeito de Lisboa António Costa acusa o governo de ter cortado além do necessário para assegurar os recursos do resgate.
Ao contrário do que aconteceu em outros países, em Portugal não surgiu com força um partido de extrema-esquerda que se opõe aos pacotes de austeridade, aos moldes do grego Syriza ou do espanhol Podemos.
EFE

António Costa critica a austeridade do governo, mas busca se desvencilhar de associações a partidos de extrema-esquerda
O Parlamento português, chamado de Assembleia da República, é unicameral e conta com 230 membros. As eleições legislativas ocorrem a cada quatro anos. No último pleito, em 2011, apenas 41,97% dos eleitores foram às urnas, a taxa de abstenção mais alta da história do país. Para este domingo, também é esperada uma abstenção elevada.