Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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Para completar uma das edições do Festival Internacional de Cinema de Toronto mais espanholas dos últimos anos, estrearam nesta quinta-feira (13/09) os filmes Twice Born, co-produção hispânico-italiana com Penélope Cruz, e o documentário Hijos de las Nubes, de Javier Bardem.

Twice Born, dirigido pelo ator e diretor italiano Sergio Castellito e baseado em uma romance de sua esposa, a autora Margaret Mazzantini, conta ainda em seu elenco com o americano Emile Hirsch, o bósnio Adnan Haskovic, a turca Saadet Aksoy e o italiano Pietro Castellito.
 

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Os filmes de longa-metragem possuem produção espanhola e tratam de conflitos internacionais

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A ação do filme se alterna entre o ataque à cidade bósnia de Sarajevo na década de 1990 e o tempo presente para narrar a história de Gemma (Penélope Cruz), uma italiana que conhece um fotógrafo americano, Diego (Emile Hirsch), na cidade antes da guerra.

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O casal se apaixona, mas a impossibilidade de ter filhos lhes conduz outra vez a Sarajevo, desta vez no meio da selvagem guerra civil que assolou as antigas repúblicas iugoslavas no final do século 20.

Hoje, Penélope Cruz admitiu que sentiu a necessidade de representar Gemma e que o fato de ter se tornado mãe a fez entender de forma mais profunda a personagem criada por Mazzantini.

“Li o livro dois anos antes de começar o filme e dois anos antes de ser mãe. Realmente me conectei com ela e entendi esta mulher, embora nunca tenha estado na situação na qual ela se encontrava. Mas me conectei a um nível em que não podia parar de pensar nela. Era uma necessidade representá-la”, declarou a atriz.

O documentário Hijos de las Nubes é outro filme de conflito, desta vez o do Saara Ocidental e dos refugiados saaráuis, que vivem no coração do deserto em terra de ninguém e sem país.

Durante uma entrevista à Agência Efe, Bardem reconheceu nesta quinta (13/09) que o documentário, que foi dirigido por Álvaro Longoria e produzido pelo próprio ator, está permitindo a muita gente fora da Espanha descobrir a situação dos refugiados saaráuis.

“A reação das pessoas que veem o filme fora da Espanha é boa. Na maioria dos casos, as pessoas não conhecem o assunto e o recebem com certa surpresa”, comentou o ator.

Por sua parte, Longoria, que durante anos foi um dos mais reconhecidos produtores da Espanha e estreia agora como diretor, destacou que “queríamos que o filme fosse para todos. Para quem conhece e para quem não conhece”. 

“Porém, no processo de fazer o filme nos demos conta que nós mesmos não conhecíamos a complexidade do conflito. E queríamos contá-lo para que todo o mundo o conhecesse”, concluiu. 

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