As autoridades da Turquia voltaram a fechar o acesso ao parque Gezi, em Istambul, epicentro dos protestos que desde o final de maio ocorrem no país, apenas três horas depois do governador da cidade abrir o local em cerimônia oficial, informou o jornal Hurriyet.
Agência Efe
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Manifestante tenta evitar marcha de policias rumo à evacuação do parque Gezi
A rede Solidariedade Taksim convocou para às 13h (de Brasília) uma manifestação no parque, fechado por cordões policiais há três semanas, para reivindicar o uso público do espaço.
O governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu, reabriu hoje o parque diante de dezenas de câmaras de televisão e prometeu que o lugar seria “um renovado paraíso” para “os 14 milhões de habitantes de Istambul”.
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Várias pessoas foram presas, de acordo com a imprensa turca. Entre os detidos, há dois homens acusados de atacar manifestantes com arma branca, anunciou o governador em sua conta no Twitter.
Mutlu tinha prometido deixar o parque aberto 24 horas para “todos os cidadãos”, mas tinha advertido que não toleraria manifestações no local. “Os parques pertencem ao povo. Transformá-los em uma área de manifestações é uma tortura para as pessoas. Não podemos tolerar que um grupo se considere o povo e diga que o parque lhe pertence”, afirmou o governador em seu discurso.
A polícia permitiu a entrada dos cidadãos assim que as autoridades deixaram a área, mas apenas três horas mais tarde o parque voltou a ser evacuado e ninguém mais pôde entrar no local, informou o Hurriyet. A intenção das autoridades de construir no parque um centro comercial originou em maio uma onda de protestos na vizinha praça Taksim que se estendeu por toda Turquia.
No início de junho, um Tribunal de Istambul invalidou o controverso projeto de urbanização da área da Taksim, alegando que a população não havia sido consultada e que viola sua “identidade”. Essa decisão, que foi divulgada apenas esta semana, foi comemorada como uma vitória pelos opositores do projeto.
Os manifestantes enfrentaram o grande dispositivo de segurança mobilizado pela polícia anti-distúrbios, que bloqueava sua passagem em direção à praça, e se dispersaram na grande avenida de pedestres Istiklal e nas ruas adjacentes.