Quinta-feira, 11 de junho de 2026
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Um militar brasileiro viajava em um comboio de observadores da ONU (Organização das Nações Unidas) atingido nesta terça-feira (15/05) por uma explosão no Norte da Síria. Os observadores estavam na cidade de Khan Sheikhoun, localizada entre Idlib e Hama.

Segundo opositores do governo de Bashar Al Assad, apesar da presença dos observadores na região, forças sírias atacaram uma multidão que participava de um funeral na cidade.

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Foi a segunda vez em menos de uma semana que um comboio da ONU foi atacado no país

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O choque deixou ao menos 20 pessoas mortas, segundo a oposição. As mortes ocorreram apesar do acordo de cessar-fogo negociado pelo enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan.

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A ONU informou que quatro de seus veículos formavam o comboio. Três deles foram atingidos pela detonação de uma bomba improvisada instalada na estrada.

Nenhum observador militar se feriu no episódio, segundo informou o observador brasileiro, o capitão de mar e guerra Alexandre Feitosa, do Departamento de Missões de Paz da ONU, que não estava junto ao grupo. “Não sei dizer em qual dos carros o brasileiro estava, mas nesta quarta (16) vamos apurar todos os detalhes”, disse Feitosa à BBC Brasil.

Ahmad Fawzi, porta-voz de Kofi Annan, disse que uma patrulha foi mandada à região para resgatar os observadores. O governo da Síria não comentou o episódio.

Foi a segunda vez em menos de uma semana que um comboio da ONU foi atacado no país. Na última quarta-feira (09), outra explosão ocorreu perto de uma equipe de observadores em Daraa. Soldados sírios que acompanhavam a delegação ficaram feridos.

Desde o início das revoltas contra o governo, há pouco mais de um ano, ao menos 9 mil pessoas já morreram na Síria, de acordo com estimativas da ONU.

O nome do militar que estava no comboio atingido ainda não foi divulgado pelas Nações Unidas. A organização pretende enviar um total de 300 observadores ao país. O Brasil contribuirá com 11 militares – quatro da Marinha, quatro do Exército e três da Aeronáutica. Ao menos oito deles já operam no país.

Os observadores, que atuam desarmados, têm como principal missão monitorar o cumprimento do cessar-fogo entre tropas do governo e milícias de oposição estabelecido em 12 de abril.

Segundo Feitosa, apesar de uma diminuição da violência com a chegada dos observadores, ainda é possível presenciar confrontos e verificar a presença de armas pesadas nas cidades.

*Com informações da BBC Brasil