Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A Rada Suprema (parlamento) da Ucrânia teve que suspender uma sessão em Kiev nesta terça-feira (14/10) depois que grupos de manifestantes ultranacionalistas enfrentaram a polícia no lado de fora e atacaram o edifício com coquetéis molotov e bombas de fumaça, incidentes que terminaram com 15 feridos e 37 detidos.

Segundo informou o ministro do Interior, Arsen Avakov, “15 policiais antidistúrbios ficaram feridos nos conflitos, dois em estado grave”, e 37 participantes dos confrontos foram detidos.

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De acordo com a polícia, cerca de 8.000 manifestantes dos partidos Liberdade e Setor de Direitas se reuniram em frente à sede parlamentar com bandeiras e cartazes para exigir a aprovação de uma lei que reconheça como heróis os integrantes do Exército Insurgente ucraniano, que lutou na Segunda Guerra Mundial contra o Exército Vermelho.

Segundo a imprensa local, os manifestantes enfrentaram milhares de agentes que protegiam o edifício em dois cordões policiais, lançaram explosivos e quebraram vidros de diversas janelas.

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8.000 manifestantes se reuniram na frente da Rada Suprema pedindo lei que reconhecesse como heróis forças que lutaram contra Exército Vermelho

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No Facebook, Avakov se perguntou “a quem beneficia essa ação perto da Rada (parlamento) se não aos inimigos da Ucrânia?”.

“Hoje não havia nenhuma razão para se organizar uma briga junto à Rada. O último dia do parlamento estava sendo produtivo como poucos, com a votação de várias leis”, acrescentou o ministro, ao se referir à última sessão antes das eleições do dia 26 de outubro, que renovarão a câmara.

O presidente da Rada, Alexander Turchinov, que dirigia uma sessão na qual se aprovaram várias leis, assim como a nomeação de um novo ministro da Defesa, anunciou a suspensão das atividades devido aos distúrbios.

“Agora temos uma sala quase vazia. As provocações começaram perto dos muros da Rada Suprema, tenho certeza que que fizeram isso porque queriam interromper a sessão de hoje. Neste momento, há menos de 226 deputados. Não podemos debater nem aprovar nem uma só questão”, declarou.

Representantes dos partidos “Liberdade” e “Setor de Direitas” negaram que seus militantes estivessem envolvidos nos incidentes, que foram atribuídos a provocadores.

A Ucrânia realizará eleições legislativas no dia 26 de outubro para renovar o parlamento pela primeira vez desde a chegada do presidente Petro Poroshenko ao poder, no primeiro semestre deste ano.

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