Efe

Um dia após Rússia e China vetarem pela terceira vez a aplicação de novas sanções sobre o regime de Bashar al Assad, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou com unanimidade a ampliação da Missão de Observação da ONU na Síria por um “período final de 30 dias”.
Diante do veto e com o mandato da ONU no país árabe prestes a expirar, os EUA já consideravam a operação chefiada pelo enviado especial Kofi Annan como “morta”. Contudo, 15 países, sob a Presidência rotativa da Colômbia, adotaram uma resolução apresentada por Reino Unido, França, Alemanha e Portugal, que adapta a missão “a cada vez maior situação de periculosidade na Síria”.

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“Se a situação não mudar, a missão deixará o país em 30 dias”, afirmou o embaixador britânico na ONU, Mark Lyall Grant, insistindo que esse período de tempo “é uma oportunidade final para que a missão cumpra seu mandato”.
Os países expressaram preocupação com a situação na qual estão os 300 observadores militares não armados na Síria. “Pedimos às partes que garantam a segurança do pessoal da missão, além de ressaltar que a responsabilidade principal para isso recai sobre as autoridades sírias”, diz o texto aprovado por unanimidade na ONU.
A resolução também expressa uma ordem pelo fim “do uso de armamento pesado” e por uma “redução suficiente do nível de violência para que a missão complete seu mandato”. Trata-se de “uma decisão responsável e realista”, disse o embaixador alemão na ONU, Peter Wittig.
Wittig, ao lado dos embaixadores britânico e americano, lamentou o veto da Rússia e da China à resolução que contemplava a imposição de sanções econômicas e diplomáticas ao regime sírio. O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse à imprensa que a resolução aprovada “é equilibrada e é voltada a todas as partes sírias”.
Confrontos entre rebeldes e forças do presidente Bashar al Assad se intensificaram nesta sexta-feira (20/07), deixando dezenas de pessoas mortas. Enquanto a Comissão Geral da Revolução Síria disse que 64 pessoas morreram, o Observatório Sírio de Direitos Humanos aumentou o número para 74. Comitês de Coordenação Local falam em 145 mortes.
Desde março, quando os combates entre forças do regime sírio e opositores começaram, mais de 15 mil pessoas morreram no país.