Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O líder norte-coreano, Kim Jong-un, afirmou que vai reforçar o arsenal nuclear de seu país, em discurso de encerramento do congresso do partido no poder, anunciou nesta quarta-feira (13/01) a imprensa oficial, a uma semana da posse do novo presidente americano, Joe Biden.

“Ao reforçarmos nosso arsenal de guerra nuclear, devemos fazer todo o possível para construir um exército mais poderoso”, declarou Kim durante o Congresso do Partido dos Trabalhadores, segundo a agência de notícias oficial KCNA.

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Ao longo do evento, que durou oito dias, duas vezes mais do que o último, realizado em 2016, Kim Jong-un lançou farpas aos Estados Unidos, país que classificou como “principal obstáculo ao desenvolvimento da nossa revolução e nosso principal inimigo”.

“A verdadeira intenção da sua política para a República Democrática da Coreia do Norte não mudará nunca, independentemente de quem estiver no poder”, estimou Kim, que não mencionou o nome do presidente eleito Joe Biden.

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Submarino, ogivas, satélites e mísseis

Kim anunciou que a Coreia do Norte concluiu seus planos para desenvolver um submarino nuclear e enunciou a lista de objetivos armamentistas, como ogivas nucleares supersônicas, satélites de reconhecimento militar e mísseis balísticos intercontinentais de combustível sólido.

Os programas armamentistas se aceleraram desde a chegada de Kim ao poder, entre eles o de uma potente bomba nuclear e mísseis capazes de atingir o território americano.

O avanço desses programas, proibidos por várias resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, levou ao fortalecimento das sanções internacionais contra Pyongyang.

EUA são 'principal obstáculo ao desenvolvimento da nossa revolução e nosso principal inimigo', disse Kim Jong-un em congresso do partido

KCNA/Reprodução

EUA são ‘principal obstáculo ao desenvolvimento da nossa revolução e nosso principal inimigo’, disse Kim Jong-un em congresso do partido

Durante um desfile militar em outubro passado, a Coreia do Norte apresentou um novo míssil balístico intercontinental (ICBM), que os especialistas dizem ser o maior míssil movido a combustível líquido conhecido no mundo.

O Congresso do Partido dos Trabalhadores e as fortes declarações de Kim chegam no momento em que o democrata Joe Biden se prepara para substituir o republicano Donald Trump na Casa Branca.

Kim e Trump mantiveram uma relação tumultuada, que começou com trocas de insultos e ameaças recíprocas de guerra antes de culminar em uma reaproximação diplomática e uma cúpula em junho de 2018, em Singapura.

Uma segunda cúpula entre os dois homens, em fevereiro de 2019 em Hanói, fracassou devido a diferenças de opinião sobre o alívio das sanções internacionais que Kim pediu antes de iniciar um processo de desnuclearização. Desde então, as negociações estagnaram.

Antipatia ao novo presidente

A mudança de liderança em Washington constitui um desafio para Kim. Mesmo antes da campanha para as eleições presidenciais de novembro passado, durante a qual Biden chamou o líder norte-coreano de “bandido”, Pyongyang não escondia sua antipatia pelo ex-vice-presidente democrata.

A agência KCNA lançou um ataque verbal de rara violência contra o futuro presidente em novembro de 2019. “Cães raivosos como Biden podem machucar muitas pessoas se forem deixados livres”, atacou a agência oficial. “É preciso espancá-los até a morte”.

Durante o congresso, Kim foi eleito no domingo (10/01) secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, do qual era presidente, uma mudança simbólica de nome com o objetivo de fortalecer seu poder, segundo analistas.

A Coreia do Norte, duramente atingida por sanções internacionais e mais isolada do que nunca devido à pandemia do coronavírus, passa por imensas dificuldades econômicas.

Durante o congresso, Kim admitiu o fracasso da política econômica conduzida recentemente na Coreia do Norte, declarando que “quase todos os setores” não haviam alcançado seus objetivos.

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