A Coreia do Norte confirmou nesta segunda-feira (09/12) que Jang Song-thaek, tio do líder Kim Jong-un e número dois do governo do país, foi destituído de todos os postos por cometer “crimes contra o Estado e o partido único”.
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A agência estatal KCNA qualificou Jang como “ideologicamente doente e extremamente inativo”, e o acusou de “consumir drogas e esbanjar divisas nos cassinos enquanto recebia tratamento médico em um país estrangeiro sob os cuidados do partido”. Também foi chamado de corrupto e explorador de mulheres.
Agência Efe/Reprodução da KCTV (agência norte-coreana de notícias)
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Jang Son-thaek é preso em reunião do Partido dos Trabalhadores norte-coreanos, ocorrida neste domingo (08/12)
O afastamento do ex-influente Jang havia sido especulado na semana passada por agências de notícias sul-coreanas, que obtiveram a informação do serviço secreto de Seul. Eles também informaram que dois de seus assessores próximos foram submetidos a execução pública, mas essa informação não foi confirmada por Pyongyang.
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A cassação, tornada oficial no domingo (08) em reunião do Escritório Político do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores, presidida por Kim Jong-un, representa a maior mudança política na Coreia do Norte desde a morte do pai do atual líder, o ditador Kim Jong-il, em dezembro de 2011.
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“O grupo de Jang Song-thaek cometeu atos contra o partido e antirrevolucionários, minando a unidade e a coesão do partido e perturbando o trabalho para estabelecer o sistema de liderança único”, publicou em seu comunicado a agência estatal norte-coreana.
As múltiplas acusações feitas contra Jang pelos dirigentes do partido são tão variadas como “desobedecer o líder”, “vender a preços baratos os recursos do país” e, inclusive, “realizar orgias a portas fechadas em restaurantes de luxo”, segundo a KCNA.
O paradeiro de Jang é atualmente desconhecido. Ele já havia sido sancionado uma vez, ao desaparecer da cena pública entre 2003 a 2006 sob o mandato do anterior líder, Kim Jong-il, pai de Jong-un.