Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, destituiu Martin
Redrado da presidência do Banco Central no dia 7 de janeiro, por
decreto, após ele se recusar a aprovar o uso de 6,5 bilhões de dólares
provenientes de reservas monetárias para a constituição do Fundo do
Bicentenário, destinado ao pagamento de dívidas e criado por decreto
presidencial em meados de dezembro.

O governo, no entanto, tomou a decisão sem
consultar previamente a devida comissão parlamentar, um requisito
contido na carta orgânica do Banco Central. Com esse argumento, Redrado
fincou pé e disse que não deixaria o cargo. A oposição rapidamente veio
a público criticar a postura de Cristina e instalou-se um imbróglio
institucional.

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A decisão respingou nos Estados Unidos, onde um
juiz chegou a embargar contas do Banco Central da Argentina no Federal
Reserve, o Banco Central norte-americano, mesmo depois de o governo
prometer honrar as dívidas argentinas, tentando afastar rumores de
moratória. Posteriormente, a decisão foi revogada.

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Dias depois, Cristina adiou uma viagem que faria à China por dez
dias para evitar que o vice-presidente, Julio Cobos, assumisse o cargo
em meio à crise. Cobos é um vice que tornou-se praticamente um membro
da oposição dentro do governo. Comenta-se inclusive que poderá
concorrer na próxima eleição presidencial pelos radicais, que fazem
oposição ao governo.

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Diante da escalada da crise, Cristina resolveu pedir o parecer de uma comissão bicameral do Congresso, cujos integrantes ouviram Redrado, o ministro da Economia, Amado Boudou, e outros funcionários. Antes que o órgão emitisse seu parecer, Redrado, que a essa altura já resistia por três semanas no cargo por meio de uma ordem judicial, anunciou a renúncia, mas o governo a rejeitou, alegando que preferia aguardar um posicionamento do Congresso.

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Desde 8 de janeiro, a presidência do Banco Central é exercida provisoriamente pelo vice-presidente da entidade, Miguel Pesce.

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