Sábado, 5 de setembro de 2026
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A presidente argentina, Cristina Kirchner, falou nesta segunda-feira (27/02) pela primeira vez sobre a tragédia ferroviária que deixou 51 mortos na última semana em Buenos Aires. Cristina exigiu rapidez à Justiça e anunciou que esperará a resolução judicial antes de tomar decisões políticas sobre o tema.

“Tomarei as decisões necessárias assim que a Justiça (resolver)”, disse a governante, que havia permanecido em silêncio desde que o acidente ocorreu, na última quarta-feira (22), e que nesta segunda apareceu de rigoroso luto e esteve a ponto de chorar em mais de uma ocasião.

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“Peço uma coisa à Justiça: esta perícia para determinar os responsáveis diretos e indiretos (do acidente) não pode durar mais de 15 dias”, acrescentou durante um ato de forte caráter nacionalista pelo bicentenário da bandeira argentina.

“Os 40 milhões de argentinos e as vítimas precisam saber o que aconteceu e quem é o responsável”, insistiu Cristina, que não se referiu em nenhum momento às possíveis responsabilidades políticas da tragédia, nem às críticas de familiares das vítimas contra vários dos ministros de seu governo.

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O acidente, considerado uma das maiores tragédias ferroviárias da Argentina, aconteceu na manhã de quarta-feira, quando um trem de Buenos Aires se chocou contra uma plataforma de estação Once da capital, uma das três mais importantes da cidade, com um saldo de 51 mortos e mais de 700 feridos.

O acidente trouxe à tona as graves carências da rede de trens administrada pela empresa TBA (Trenes de Buenos Aires), um dos mais poderosos grupos de transporte do país, ligado a ex-funcionários kirchneristas hoje investigados por corrupção.

Vagões sujos, com buracos, sobrecarregados, sem portas, sem vidros nos guichês, com problemas mecânicos, são apenas alguns dos problemas divulgados nos últimos dias. 

Acidente é considerado uma das maiores tragédias ferroviárias da Argentina

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