Quarta-feira, 4 de março de 2026
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O governo de Cuba iniciou nesta quinta-feira (16/01) a libertação de um grupo de 127 militantes de grupos anticomunistas que estavam presos no país acusados de participarem de ações de desestabilização contra o governo.

A decisão foi tomada como resultado de um acordo mediado por representantes da Igreja Católica ligados ao papa Francisco, em diálogo no qual também participaram autoridades do governo dos Estados Unidos.

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Segundo o site Vatican News, após o acordo entre o governo cubano e os delegados enviados pelo sumo pontífice, a Supremo Tribunal Popular de Cuba autorizou a libertação de um total de 553 militantes de grupos anticomunistas, que serão soltos em diferentes etapas.

Esta primeira parte do acordo, ratificada mediante decreto da juíza Maricela Sosa, incluiu a revisão das penas de 127 presos, dos quais 121 passarão ao regime de liberdade condicional, enquanto outros seis tiveram sua pena extinta por motivos de idade ou de saúde.

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Justiça cubana autotizou a libertação de 127 presos; acordo prevê soltura de um total de 553 militantes anticomunistas

Entre os presos libertados nesta quinta-feira, o nome mais destacado é o de José Daniel Ferrer García, um líder do grupo anticomunista União Patriótica de Cuba e ex-integrante do Movimento Cristão de Libertação, também defensor da derrubada do regime socialista no país e promotor de ações de desestabilização.

Na última terça-feira (14/01), o governo dos Estados Unidos anunciou que removeu Cuba da lista montada pelo próprio país, na qual relaciona as nações consideradas pela Casa Branca como “patrocinadoras do terrorismo”. A medida estaria ligada, segundo a imprensa estadunidense, ao compromisso cubano de libertar presos ligados a grupos anticomunistas.

Porém, com o iminente retorno de Donald Trump ao poder, a perspectiva é de essa medida adotada por Biden seja revertida pelo próximo governo, já que o endurecimento das políticas contra Cuba e Venezuela foram parte importante do discurso que levou o líder da extrema direita estadunidense a vencer as eleições de novembro passado.

Vale lembrar que Trump anunciou que o chefe da diplomacia no próximo governo será Marco Rubio, filho de dissidentes cubanos que vivem na Flórida.

 

Com informações de Vatican News.