Embora esperançosos de que a visita de Barack Obama nesta semana a Havana possa ser decisiva na reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos, os cubanos temem uma possível vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais no país norte-americano.
Segundo os moradores da Ilha, todas as aproximações políticas, econômicas e sociais que Obama vem apoiando desde dezembro de 2014, e se intensificaram no último mês, correm o risco de retrocederem se Trump alcançar a Presidência dos EUA.
EFE
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Cubanos acompanharam a chegada de Barack Obama à ilha neste domingo (20/03)
“Apesar de Obama estar tentando melhorar as relações entre nós, ele sairá do comando dos EUA em alguns meses. Nosso futuro, na realidade, depende mais do próximo presidente”, diz Marta, que trabalha na segurança dos eventos da visita presidencial a Ilha e não quis se identificar com sobrenome.
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Acompanhando de perto a disputa das prévias americanas também estão os funcionários do famoso restaurante El Templete. “É preciso entender todo o contexto para não pensar que um homem sozinho vai resolver tudo, o bloqueio não vai acabar da noite para o dia”, afirmou Jorge.
EFE

Líder da corrida pela nomeação do Partido Republicano, Donald Trump é visto com desagrado pelos cubanos
Hillary Clinton é a candidata preferida tanto pelos cubanos que vivem em Cuba, quanto pelos dissidentes que hoje vivem nos EUA. Apontada como a candidata que aparenta maior disposição para levar ao Congresso propostas alinhadas ao fim do bloqueio, Hillary já é saudada em Cuba como a nova esperança para o fortalecimento da reconstituição da relação entre os dois países.
“Estamos mortos se ele [Trump] ganhar as próximas eleições”, decreta o policial que faz parte da equipe de segurança dos espaços visitados por Obama, Fernando Fernandez. “Serão mais 55 anos de bloqueio se isso acontecer”, conclui.