O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou neste sábado (30/05) o presidente da Fifa, Joseph Blatter, por conquistar no dia anterior sua reeleição à frente da entidade, oferecendo também cooperação para a preparação da Copa do Mundo da Rússia em 2018.
“O chefe do Estado russo expressou confiança de que a experiência, o profissionalismo e a alta autoridade ajudarão (Joseph) Blatter na futura promoção da expansão geográfica e da popularidade do futebol em todo o mundo”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, por meio de um comunicado.
“A Rússia tem a intenção de fazer todos os esforços para organizar de forma bem-sucedida esse torneio e também para a popularização do futebol, ampliando o exército de milhões de apreciadores desse esporte”, acrescentou Putin.
Nas eleições da Fifa de sexta (29/05), o único candidato opositor à reeleição de Blatter — o príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein — se retirou da disputa após ficar atrás no primeiro turno do pleito. A decisão deu vitória ao atual mandatário, que chega ao seu quinto mandato consecutivo, apesar das críticas de líderes ocidentais.

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Em meio ao escândalo de corrupção que assolou a Fifa nesta semana, Putin foi uma dos poucas figuras políticas que esteve ao lado de Blatter. Na quinta (28/05), o chefe do Kremlin acusou os Estados Unidos de estender sua jurisdição a outros países a fim de cumprir interesses próprios na operação que levou à detenção de executivos da Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, realizada de forma surpreendente na quarta (27/05).
Para Putin, a operação liderada pelos norte-americanos foi uma tentativa de impedir a reeleição do suíço de 79 anos como presidente da Fifa e um boicote à realização da Copa do Mundo na Rússia em 2018. “Não me restam dúvidas de que isto é uma grosseira violação dos princípios de funcionamento das organizações internacionais”, criticou na quinta.
Nesta semana, altos funcionários da Fifa foram presos pela polícia suíça sob acusação de corrupção a mando dos Estados Unidos. Eles estavam hospedados em um hotel de luxo em Zurique para participar de um encontro da associação na cidade. Além das detenções, autoridades suíças também anunciaram uma investigação criminal na escolha das sedes das próximas duas Copas: tanto a da Rússia, como também a prevista para 2022 no Catar.
