Sábado, 12 de setembro de 2026
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Ao menos cinco palestinos ficaram feridos nesta sexta-feira (30/03) em confrontos envolvendo manifestantes e soldados israelenses na Cisjordânia e Jerusalém Oriental em razão do Dia da Terra, protesto realizado anualmente. Segundo a agência Reuters, as forças de segurança usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

Fontes hospitalares na Faixa de Gaza disseram que os israelenses também usaram munição real para impedir que manifestantes se aproximassem do muro fronteiriço e que um homem ficou gravemente ferido.

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Efe

Palestinos protestam no “Dia da Terra” em diferentes locais da Cisjordânia e Jerusalém Oriental

Os principais choques ocorrem na passagem de Kalandia (entre Jerusalém e Ramallah) e em Jerusalém Oriental. Também foramregistrados incidentes em Belém e na passagem fronteiriça de Erez, entre Israel e Gaza.

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Os cinco feridos foram registrados nos confrontos entre jovens palestinos e soldados em Kalandia após terminarem as orações de sexta-feira nas mesquitas, informaram testemunhas.

Fontes militares disseram que jovens palestinos jogaram pedras e coquetéis incendiários contra as forças que vigiavam a passagem e queimaram pneus em suas proximidades.

Soldados do Exército e agentes da polícia de fronteiras revidaram com equipamentos antidistúrbios, entre eles gás lacrimogêneo, balas de borracha, canhões de água e um sistema acústico que desestabiliza os manifestantes, acrescentaram as fontes.

A um quilômetro de distância, dentro do território sob controle da ANP (Autoridade Nacional Palestina), milhares de pessoas se manifestavam pacificamente na chamada “Marcha Global por Jerusalém”, uma convocação internacional para reivindicar o direito dos palestinos à parte leste da cidade.

Já dentro de Jerusalém Oriental, segundo a agência Efe, a polícia israelense dissolvia pela força uma manifestação de 500 pessoas com bandeiras palestinas para protestar contra desapropriação de casas e a expulsão de famílias palestinas.

“Eles não vão nos expulsar”, “Marcharemos em Jerusalém”, eram alguns dos lemas que os manifestantes cantavam até que centenas de agentes da polícia israelense investissem contra eles em cavalos.

Os agentes bateram violentamente em vários manifestantes e prenderam um número não especificado, entre eles o ex-ministro para Assuntos de Jerusalém da ANP, Hatem Abdul Qader.

Os palestinos comemoram nesta sexta com manifestações na Cisjordânia, Gaza e Israel o Dia da Terra, uma data que lembra a morte de seis manifestantes árabe-israelenses em 1976 em um protesto contra a desapropriação de seus terrenos na Galileia.

A edição eletrônica do jornal conservador Yedioth Ahronoth informou que, na passagem fronteiriça de Erez, soldados israelenses dispararam para o alto para advertir várias dezenas de manifestantes a não se aproximarem da cerca de segurança.

Também foram registrados alguns incidentes violentos em Belém, onde várias centenas de jovens jogaram pedras nos soldados na altura do túmulo da matriarca Raquel, sem que esses revidassem, segundo testemunhas.

As forças israelenses foram colocadas em alerta elevado nas fronteiras com o Líbano e a Síria, mas não há relatos de que alguém teria se aproximado da cerca fronteiriça, ao contrário do que ocorreu no ano passado, quando vários manifestantes foram mortos em protestos separados.

Em anos anteriores, a data transcorreu de forma geralmente pacífica, mas neste ano Israel decidiu reforçar suas defesas.

Mas houve violência em postos de controle da Cisjordânia ocupada, ao norte e ao sul de Jerusalém. Testemunhas também relataram distúrbios nos portões que levam à Cidade Velha, e a polícia limitou o acesso dos muçulmanos à reverenciada mesquita de Al Aqsa.

(*) com agências internacionais

Manifestantes reivindicam região oriental da cidade de Jerusalém

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