A presidente Dilma Rousseff confirmou nesta segunda-feira (11) que viajará aos Estados Unidos para abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. “Dia 23 [de setembro] eu abro a Assembleia Geral da ONU”, disse Dilma, após cerimônia no Estaleiro Inhaúma, na região portuária do Caju, no Rio. Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar na assembleia.
Dilma tem outra viagem planejada para os EUA, a convite do presidente Barack Obama, no dia 23 de outubro. No entanto, por conta das denúncias de que o país teria espionado o governo brasileiro e a Petrobras, a presidente cogita desmarcar a visita.
Agência Efe
Dilma Rousseff abriu a Assembleia Geral da ONU no ano passado
Na semana passada, Dilma mandou cancelar a ida de uma equipe que prepararia a estrutura para a chegada dela nos Estados Unidos. A equipe precursora, formada por agentes de segurança, diplomatas e cerimonial da Presidência, é responsável por analisar questões de logística, hospedagem, transporte e rotas, além da agenda e acordos a serem assinados.
Para que a viagem ocorra, a presidente quer que os EUA peçam desculpas, se retratem e assegurem que não repetirão o procedimento.
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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, está nos Estados Unidos para se encontrar com conselheira de Segurança Nacional do país, Susan Rice. A ideia é ouvir pessoalmente as explicações do governo norte-americano sobre a espionagem.
Espionagem
A NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) teria investigado Dilma e seus principais assessores, além do então candidato à presidência do México (e atual presidente) Enrique Peña Nieto, de acordo com documentos ultrassecretos vazados da agência pelo ex-funcionário da CIA Edward Snowden.
As informações foram repassadas pelo jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que recebeu a maior parte dos documentos de Snowden, atualmente exilado na Rússia e procurado pelos EUA.
Além disso, os sistemas internos da Petrobras também teriam sido monitorados pelo governo norte-americano.
Os documentos vazados fazem parte de uma apresentação interna da NSA. Eles mostram que, por exemplo, foi feita espionagem de Dilma nas comunicações, incluindo o conteúdo de mensagens de texto entre assessores e colaboradores do Planalto.