Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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A presidente Dilma Roussef pediu nesta quinta-feira (10/10) ao Ministério de Relações Exteriores para encontrar uma solução para o caso da ativista gaúcha Ana Paula Maciel, detida na Rússia desde o dia 19 de setembro em decorrência de um protesto do Greenpeace. É a primeira vez que Dilma se pronuncia sobre o caso.

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Em sua conta no Twitter, a presidente disse que pediu ao Itamaraty providenciar “toda assistência” à brasileira. “Solicitei ao ministro Figueiredo contato de alto nível com o Governo russo para encontrar solução para Ana Paula”, acrescentou em outro post, se referindo ao ministro de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo.

Seu pronunciamento veio apenas um dia depois da decisão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados de encaminhar um pedido a Moscou para Ana Paula responder o processo em liberdade. No início do mês, o Itamaraty instruiu a embaixada brasileira a assinar uma carta de garantia de que a ativista irá comparecer a todas as audiências da investigação a fim de contribuir para o “encaminhamento positivo do caso”.

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Dilma também recebeu nesta quarta (09/10) uma carta da mãe de Ana Paula, Rosângela Maciel, pedindo que a presidente intervenha no caso, informou o Greenpeace.

Presidente também solicitou que o ministério dê "assistência total" a Ana Paula Maciel, presa durante protesto do Greenpeace

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Ana Paula foi presa com outros 27 ativistas do Greenpeace e dois jornalistas independentes em um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, depois que dois de seus integrantes escalaram uma plataforma da Gazprom, a estatal de petróleo e gás do país, no Mar de Barents. 

O Brasil não é o único país que procura negociar a libertação dos ativistas. A Holanda, país natal de dois dos detidos, iniciou uma ação jurídica contra a Rússia na última sexta-feira (04/10), afirmando que o país prendeu ilegalmente os manifestantes. O caso será levado ao Tribunal Internacional do Direito do Mar, caso não ocorra nenhum avanços nas negociações nas próximas duas semanas.

Novas denúncias

Até agora, 14 pessoas foram acusadas pelo Comitê Investigativo, autarquia com funções semelhantes às da Polícia Federal russa, por “pirataria de um grupo organizado”, delito que pode levar a uma sentença de 15 anos de prisão. Entre os supostos piratas estão ativistas de Argentina, Grã-Bretanha, Finlândia, Holanda, Polônia, Rússia e Ucrânia, além de uma pessoa com dupla cidadania dos EUA e da Suécia, um cinegrafista britânico que documentava o protesto e a bióloga brasileira Ana Paula Maciel. 

Protestos pedindo a libertação dos ativistas foram organizados em diversas cidades ao redor do mundo. 

Agência Efe

No sábado (05/10), protesto em São Paulo pediu libertação da ativista do Greenpeace, Ana Paula Maciel

Nesta quarta-feira (09/10), investigadores russos alegaram ter encontrado drogas no navio detido da organização ambientalista. Segundo os oficiais, as substâncias parecem ser morfina e palha de papoula, que pode ser utilizada na produção da heroína. Em comunicado, o Greenpeace se defendeu das acusações. “Podemos apenas deduzir que as autoridades russas estão se referindo aos suprimentos médicos que nossos navios são obrigados a levar sob a lei marítima”, afirmou a organização.

A instituição já se manifestou contrária às ações de Moscou, definidas como “infundadas e ilegais”. Nossos ativistas não tinham motivo para roubar a propriedade de ninguém. Não houve crime”, afirmou o advogado do Greenpeace, Mikhail Kreindlin, à agência de notícias russa Interfax. “É uma acusação extrema e desproporcional”, disse o diretor executivo internacional da organização, Kumi Naidoo.

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