Sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
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Após as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em anexar a Groenlândia — território autônomo da Dinamarca —, o governo do país europeu criou uma “vigília noturna” para “monitorar” o mandatário.

A iniciativa foi instalada no prédio do Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca para “monitorar as declarações e os movimentos” do presidente norte-americano. A ideia é que “em vez de todos terem que pegar seus celulares para se manterem informados sobre as notícias dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores fez um “esforço coletivo” para manter todos atualizados sobre Trump”.

Segundo o jornal britânico The Guardian, citando reportagem exclusiva do dinamarquês Politiken, a vigília começa às 17h do horário local. Já pela manhã, por volta das 7h, “um relatório é produzido e distribuído por todo o governo dinamarquês e departamentos relevantes sobre o que foi dito e o que aconteceu”.

Para o Politiken, a iniciativa “foi um dos vários exemplos de como a diplomacia dinamarquesa e o funcionalismo público do país tiveram que se adaptar à nova realidade do segundo mandato de Trump” iniciado em janeiro deste ano.

No início de seu mandato, em janeiro de 20225, Trump fez ameaças em relação à anexação da Groenlândia aos EUA
Official White House Photo by Molly Riley

De acordo com uma fonte próxima à chancelaria dinamarquesa ao Guardian, “pode-se afirmar que a situação na Groenlândia e a diferença de fuso horário entre a Dinamarca e os EUA foram fatores bastante importantes para a implementação” da medida.

Jacob Kaarsbo, ex-analista-chefe da agência de inteligência de defesa dinamarquesa, declarou ao jornal britânico que “a ideia de que os EUA eram o maior e mais importante aliado da Dinamarca está morta”.

“Alianças são construídas sobre valores comuns e uma percepção comum de ameaças. Trump não compartilha nenhum desses valores conosco e eu diria que ele não os compartilha com a maioria dos europeus”, concluiu.