Diretor de redação de Opera Mundi defende a TV chinesa estreitamento de laços entre Pequim e Brasília
À CGTN, Haroldo Ceravolo Sereza mencionou G20 e acordos assinados entre Xi e Lula, classificando parceria como ‘uma das mais significativas’ para democracia global
Em entrevista ao canal de televisão chinês CGTN, o diretor de redação de Opera Mundi, Haroldo Ceravolo Sereza, defendeu o estreitamento de laços entre o Brasil e a China ao apontar que ambas as nações compartilham de um histórico marcado pela “violência de Impérios poderosos”, como os Estados Unidos e a Europa.
“A China e o Brasil têm de construir um mundo mais democrático. As negociações são mais fortes do que as armas. Nós achamos que é a maior coisa que podemos fazer juntos”, disse Sereza. “Nos últimos anos, perdemos muitas fábricas durante a reindustrialização e eu acho que devemos nos inspirar na China e entender as necessidades dos nossos parceiros. Um Brasil mais forte e uma China mais forte podem fazer do mundo um lugar melhor de se viver”.
Sereza também avaliou que os acordos bilaterais assinados entre os presidentes Xi Jinping, da China, e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, nesta quarta-feira (20/11), além da parceria no G20, representam “uma das forças mais significativas nas políticas internacionais atualmente”.
“A China e o Brasil compartilham de um passado colonial doloroso, sob a violência de impérios poderosos. O desejo de paz e negociação prevalece tanto entre seu povo quanto entre seus líderes”, pontuou.

Divulgação/Tainá F.
Haroldo Ceravolo Sereza, durante viagem à China, em agosto de 2024
Questionado sobre suas impressões referentes ao país durante sua recente visita à China, Sereza destacou ter percorrido por três cidades – Pequim, Wuhan e Chengdu – e afirmou que o que chamou a atenção foi a ausência da pobreza nas ruas, contrastando com o que “infelizmente” é percebido no Brasil.
“As semanas que passei na China visitamos várias fábricas e empresas de tecnologia e vilas. Tive a forte impressão de mudanças significativas na forma como os chineses vivem. Senti as pessoas engajadas em discussões sociais e políticas. Então eu vi um país forte que tenta mudar suas vidas almejando algo melhor”, destacou.
Veja entrevista na íntegra:






















