Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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A diretora do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, Lisa Cook, teve seu cargo ameaçado nesta terça-feira (26/08), por uma tentativa de demissão promovida pelo presidente Donald Trump. Ela afirma, no entanto, que o republicano não possui  autoridade para tirá-la do cargo.

Trump tem pressionando Cook a renunciar e, diante da resistência da dirigente, publicou uma carta nas redes sociais afirmando que a havia a demitido “com efeito imediato”.

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Em nota, o advogado de Cook, Abbe Lowell, afirmou que a medida, anunciada pelo presidente na última segunda-feira (25/08), é “privada de qualquer fundamento factual ou jurídico”.

“Eu não vou renunciar. O presidente Trump alegou que me demitiu por ‘justa causa’, quando a lei não prevê justa causa, e ele não tem autoridade para fazer isso”, disse Cook, primeira mulher negra no conselho do Fed.

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No documento, ainda foi dito que a dirigente tomará “todas as medidas necessárias para evitar uma tentativa de ação ilegal” por parte de Trump.

Lisa Cook é a primeira mulher negra no conselho do Fed <br / > Wikimedia Commons

Lisa Cook é a primeira mulher negra no conselho do Fed, tendo assumido o cargo em 2022
Wikimedia Commons

A Suprema Corte dos EUA, de maioria conservadora, permitiu recentemente que Trump demitisse membros de órgãos governamentais independentes, porém criou uma exceção para o Federal Reserve, cujos diretores podem ser removidos apenas por “justa causa”, como má conduta ou abandono do dever.

Para afastar Cook, o presidente cita uma denúncia criminal contra ela apresentada por um aliado do republicano ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, referente a supostas “falsas declarações” em contratos hipotecários.

Cook, no entanto, nunca foi denunciada, e o caso ocorreu antes de ela assumir uma cadeira no Fed, que tem sido alvo de crescentes pressões de Trump para reduzir as taxas de juros, atualmente entre 4,25% e 4,50% ao ano, apesar do avanço da inflação na esteira dos tarifaços.

(*) Com Ansa.