A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta segunda-feira (30/09) o colega paraguaio, Horacio Cartes, e ressaltou a “importância” da presença do Paraguai no Mercosul, bloco que manteve o país suspenso entre julho de 2012 e agosto deste ano.
“Discutimos bastante sobre o Mercosul”, declarou Dilma após um reunião privada com Cartes, a quem reiterou a “importância” que o Brasil atribuiu a seu país e de sua participação no bloco que também é integrado por Argentina, Uruguai e Venezuela.
Antonio Cruz/ABr

Dilma Rousseff se encontrou nesta segunda-feira (30/09) com Horacio Cartes
Embora a sanção ao Paraguai tenha sido levantada após a posse de Cartes em agosto, o novo governo ainda não deu os passos necessários para a reincorporação ao bloco. Dilma disse esperar “um rápido retorno” do país ao Mercosul.
Dilma defendeu a integração da Venezuela, aprovada em 29 de julho de 2012, o mesmo dia em que o Mercosul suspendeu o Paraguai após considerar a destituição do então presidente Fernando Lugo como uma “ruptura da ordem constitucional”.

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“Ao integrar a Patagônia ao Caribe, tornamos a nossa região com tecido multilateral muito mais forte”, sustentou Dilma sobre a entrada da Venezuela no bloco, que foi rejeitada pelo Congresso do Paraguai no período em que esse país estava suspenso do bloco.
Infraestrutura
Durante a reunião privada que manteve com Cartes, foram discutidos assuntos relativos ao comércio bilateral e à cooperação nas áreas social, econômica e de infraestruturas, afirmou Dilma.
A presidente brasileira afirmou que confia que, em um “breve prazo”, comecem as obras para a construção de uma segunda ponte entre ambos os países sobre o rio Paraná, com a qual seriam unidas as cidades de Presidente Franco (Paraguai) e Foz do Iguaçu.
A construção dessa ponte foi acordada em 2008, quando seu custo foi calculado em US$ 60 milhões, financiados inteiramente pelo Brasil, mas o projeto está estagnado desde então. Segundo Dilma, que não deu detalhes sobre a retomada desse projeto, a segunda ponte daria um “forte impulso” ao comércio bilateral, pois “facilitará o transporte de cargas”.