Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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Mohammed Mursi, ex-presidente do Egito, foi condenado à morte neste sábado (16/05) pelo caso da fuga de uma prisão durante a revolução de 2011, que derrubou o então líder Hosni Mubarak.

A decisão será remitida ao mufti, máxima autoridade religiosa do país, que emitirá um parecer não vinculativo, antes que o tribunal pronuncie a decisão definitiva no dia 2 de junho.

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Agência Efe

O ex-presidente do Egito, Mohammed Mursi, durante julgamento neste sábado (16/05)

Neste mesmo dia, o Tribunal Penal do Cairo também ditará sua sentença contra Mursi no caso de espionagem e colaboração com o movimento palestino Hamas, no qual também é acusado.

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Mursi, que já tinha sido condenado a 20 anos de prisão no fim de abril pelos episódios de violência que resultaram na morte de diversos manifestantes durante conflitos entre opositores e partidários em dezembro de 2012, foi condenado à morte junto a outros 105 membros da Irmandade Muçulmana por sua fuga da prisão de Wadi Natrun durante a revolução de 2011, graças a uma suposta ajuda de combatentes do grupo palestino Hamas e da organização libanesa Hezbollah.

Em um caso de espionagem, também foram sentenciados à execução o líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badia, o “número dois” do grupo, Jairat al Shater, e seu filho, o membro de seu executivo Mohammed Beltagui, o presidente do braço político da Irmandade, Saad Katatni, o vice, Esam al Erian, e o acadêmico islamita Yousef al-Qaradawi, que está baseado no Catar e foi julgado à revelia.

Sentença deve ser confirmada por autoridade religiosa; Anistia Internacional: decisão reflete “estado deplorável” da Justiça no país

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O advogado da Irmandade Muçulmana, Abdel Moniem Abdel Maqsoud, disse à CNN que Mursi não reconhece estes julgamentos e que a defesa aguardará a decisão final do dia 02 de junho para contestar uma possível condenação.

A organização internacional pelos direitos humanos Anistia Internacional condenou a decisão do tribunal egípcio, que seria um “reflexo do estado deplorável do sistema de justiça criminal do país”. Para Said Boumedouha, diretor da ONG para o Oriente Médio e o Norte da África, os julgamentos de Mursi não são válidos e “a pena de morte se tornou o meio preferido das autoridades egípcias para se livrar de seus opositores políticos”. 
 
Mursi, que ainda diz ser o presidente legítimo do Egito, foi deposto em 3 de julho de 2013 em um golpe militar liderado pelo então chefe do exército e atual presidente, Abdul Fatah al Sisi, após vários dias de protestos. Desde a queda de Mursi, as autoridades egípcias perseguiram os simpatizantes, integrantes e líderes da Irmandade Muçulmana, considerado “terrorista” pelo governo local desde dezembro de 2013.

 

*Com Agência Efe e CNN 

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