A repressão do exército egípcio contra os manifestantes na Praça Tahrir segue nesta terça-feira (20/12) pelo quinto dia consecutivo. Com cassetetes, gás lacrimogêneo e, de acordo com denúncia de manifestantes, munição letal, os militares tentam expulsar as pessoas, que protestam contra o regime militar e exigem a transferência do poder a um governo de civis.
Ao menos 13 pessoas morreram e 815 ficaram feridas, de acordo com a última apuração do Ministério da Saúde, nos confrontos que ocorrem desde sexta-feira (16/12) em Tahrir entre os militares e os manifestantes. Dirigentes políticos repudiaram declarações de porta-vozes do Conselho Supremo das Forças Armadas, que tentaram desqualificar os manifestantes.
Os militares chegaram a dizer que a jovem egípcia atacada por soldados — ela foi arrastada e teve parte da roupa retirada em público — era “uma mulher de moral duvidosa” e a acusaram de incitar os protestos. O general Adel Emara, membro da junta militar que assumiu o poder após a deposição do presidente Hosni Mubarak, em fevereiro, disse na segunda-feira (19/12) que o ataque contra a manifestante foi um incidente isolado, que está sendo investigado.
Vídeo mostra garota sendo atacada por militares:
A violência acontece em meio às eleições parlamentares no Egito, um processo de seis semanas que vai até 11 de janeiro. O Exército disse que a transição para um governo civil será mantida, culminando com uma eleição presidencial em junho.
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